PL lança Marinho ao comando do Senado e Tereza Cristina mantém candidatura contra Alcolumbre
PL oficializa Rogério Marinho, Tereza Cristina mantém candidatura e Alcolumbre busca a recondução. Veja a divisão da oposição e a conta dos 41 votos.
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O PL oficializou nesta quarta-feira, 4, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado, em reunião de lideranças em Brasília. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) manteve o próprio nome na disputa, e a oposição chega ao fim de 2026 com dois candidatos contra a recondução de Davi Alcolumbre (União-AP). A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
As informações foram publicadas pela Itatiaia, que reproduziu texto da CNN Brasil, e pelo Jornal de Brasília, com material do Estadão Conteúdo.
O que disse Marinho
Líder da oposição no Senado, Marinho foi ministro do Desenvolvimento Regional no governo de Jair Bolsonaro e coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Ao confirmar o nome, afirmou que vai defender a democracia e que não aceitará interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) na eleição interna da Casa. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, confirmou o apoio da bancada e disse que o partido quer construir alianças com outras legendas.
Na quinta-feira, 5, em entrevista ao programa Pânico, Marinho afirmou que, se eleito, procurará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do STF e o presidente da Câmara para buscar "uma agenda comum". Disse ainda que será candidato "não apenas do PL e do Novo", e pediu que a direita evite ataques a Tereza Cristina. Ele já havia disputado o cargo em 2023 e perdeu para Rodrigo Pacheco por 49 votos a 32.
A resposta de Tereza Cristina
Marinho e Tereza se reuniram na semana anterior para tentar fechar uma candidatura única, segundo a CNN Brasil. Não houve acordo. Aliados da senadora dizem que ela se coloca como "terceira via" entre Alcolumbre, candidato do governo, e Marinho, e que tem trânsito entre partidos do Centrão que resistem ao senador do PL, mas também não querem Alcolumbre por mais dois anos.
A divergência de fundo está na agenda. Segundo a reportagem, Tereza diz a aliados que não aceita o bloqueio dos pedidos de impeachment de ministros do STF, como ocorre sob Alcolumbre, nem que esse tema seja a prioridade do Senado em 2027, como defende Marinho. Ela é favorável a discutir o assunto, mas quer também uma pauta ampla de reformas econômicas. Pelas contas de seus aliados, nem Alcolumbre nem Marinho têm hoje os 41 votos necessários, entre os 81 senadores, e há nomes que aparecem nas listas dos dois.
Marinho, por sua vez, diz manter parceria política com Tereza e afirma que os dois estão do mesmo lado na defesa do país. Nas reportagens consultadas, Alcolumbre não aparece comentando a candidatura. A senadora já havia sido apontada como vice na chapa de Flávio Bolsonaro, como o Resenhando registrou.
Próximos passos
O PL ainda não definiu o que fará na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. O partido avalia apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ou lançar nome próprio. A decisão deve sair na quarta-feira, 11, em nova reunião da bancada, com a presença dos parlamentares eleitos. O voto na eleição das mesas diretoras das duas Casas é secreto, o que dá peso às negociações individuais com os senadores.
Sobre a relação do Senado com o Executivo, o Resenhando acompanha os números de apoio ao governo na Casa.