Tereza Cristina sinaliza que aceita ser vice de Flávio Bolsonaro
Senadora do PP-MS mudou de posição e comunicou aliados; escolha ainda depende do aval de Ciro Nogueira e da revisão da neutralidade do partido
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) sinalizou a aliados e a interlocutores do mercado que aceita disputar a vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro em 2026. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (30) e representa mudança de posição: a senadora havia recusado a possibilidade antes.
Não há declaração pública dela sobre o tema. O que existe até agora é sinalização feita em conversas reservadas, e não anúncio formal de composição de chapa.
O que ainda falta para virar decisão
A definição depende de três movimentos que não ocorreram:
- o aval de Ciro Nogueira, presidente nacional do PP;
- a revisão da posição do partido, que vinha pregando neutralidade nacional no primeiro turno;
- a escolha final do candidato a presidente, que também avalia outros nomes femininos, entre eles Daniella Marques e Simone Marquetto.
Tereza Cristina está no meio do mandato no Senado. Isso significa que não precisaria renunciar ao cargo para disputar a vice-presidência, um detalhe que reduz o custo pessoal da decisão e explica por que o nome dela circula com força.
Por que o agro pesa nessa conta
A senadora foi ministra da Agricultura no governo Bolsonaro e tem trânsito consolidado na bancada ruralista. Uma chapa que a inclua leva ao palanque presidencial uma interlocução direta com o setor que responde por parte relevante das exportações brasileiras e com uma das bancadas mais organizadas do Congresso.
O movimento também tem endereço regional: Mato Grosso do Sul entra no cálculo eleitoral da chapa, e a articulação estadual do PP passa a ter que se posicionar sobre o alinhamento nacional.
O efeito sobre o PP
A neutralidade que o PP defendia no primeiro turno preserva a liberdade de cada diretório estadual e protege a bancada em negociações com o Planalto. Aceitar a vice em uma chapa de oposição rompe essa lógica e obriga o partido a escolher lado antes da convenção.
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As convenções partidárias terminam em 5 de agosto, e o registro de candidatura vai até 15 de agosto. É nesse intervalo que a sinalização precisa virar decisão formal ou cair.