PP decide ficar neutro e barra Tereza Cristina na chapa de Flávio
Partido consultou os diretórios estaduais, decidiu por maioria não apoiar candidatura presidencial e não vai convocar convenção nacional
O Progressistas (PP) decidiu ficar neutro na disputa presidencial de 2026 e comunicou a posição à senadora Tereza Cristina (PP-MS) na sexta-feira, 31 de julho. A definição encerra a expectativa de indicação da parlamentar para a vaga de vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A decisão foi tomada por maioria, após consulta aos diretórios estaduais do partido. O PP também reiterou que não vai convocar convenção nacional, procedimento que seria necessário para formalizar apoio a qualquer candidatura ao Palácio do Planalto.
O presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PI), informou a Flávio Bolsonaro que a federação optaria pela neutralidade na eleição presidencial.
O que muda na chapa da oposição
Nas últimas semanas, o PL buscou aproximação com a federação formada por PP e União Brasil e também com o Republicanos. Os partidos sinalizaram que devem manter distância da disputa presidencial no primeiro turno.
Sem a federação, a chapa de Flávio Bolsonaro perde a alternativa de vice que vinha sendo trabalhada nos bastidores desde o início do segundo semestre. O nome de Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, era o mais citado para dar peso à candidatura junto ao setor produtivo e à bancada do agronegócio.
A neutralidade preserva a liberdade dos diretórios estaduais para compor palanques regionais. Na prática, o partido protege as candidaturas próprias a governos estaduais e ao Senado, onde a legenda tem base consolidada, sem amarrar essas disputas à eleição nacional.
Como fica o quadro partidário
O PP se junta a outras siglas do centro que já anunciaram a mesma posição para a eleição presidencial. O MDB decidiu igualmente ficar neutro e liberar seus diretórios.
A neutralidade de partidos com estrutura nacional afeta diretamente o tempo de propaganda no rádio e na televisão e o volume do fundo eleitoral disponível para cada chapa, dois ativos definidos pelo tamanho da bancada na Câmara.
A reportagem não obteve manifestação da senadora Tereza Cristina sobre a decisão até a publicação. A assessoria de Flávio Bolsonaro também não se pronunciou.
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