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Democratas retomam Câmara e Senado nos EUA e Trump diz que aceita o resultado

Democratas conquistam Câmara e Senado nos EUA. Trump diz que aceita o resultado e ameaça vetar projetos 'insanos'. Veja os números da apuração.

Neste texto3 tópicos
  1. Os números até agora
  2. O que Trump disse
  3. Como fica a partir de janeiro

O Partido Democrata assumiu o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira, 3, e o presidente Donald Trump (Partido Republicano) disse que aceita o resultado. A apuração seguia em andamento na manhã desta quarta-feira, 4, principalmente na Califórnia.

Segundo a Agência Brasil, os democratas venceram em estados que votaram em Trump em 2024. O Kansas elegeu o primeiro senador democrata desde a Grande Depressão, quase um século atrás. Na Carolina do Sul, onde Trump ganhou por quase 18 pontos há dois anos, o candidato ao Senado que ele escolheu foi derrotado. No Texas, os democratas levaram uma cadeira no Senado e tiraram o governador Greg Abbott, que cumpria o terceiro mandato.

Os números até agora

O Jornal de Brasília informou que os democratas derrotaram senadores republicanos no Texas, nas duas Carolinas, em Ohio, Minnesota, Iowa e Kansas. Somadas às cadeiras de senadores que ainda estão no meio do mandato, a bancada chegou a 52 senadores, um a mais que a maioria necessária.

Na Câmara, até meados da manhã os democratas tinham 228 assentos garantidos contra 139 dos republicanos, de um total de 435. A conta ainda não está fechada. Uma projeção da rede NBC estima 255 deputados democratas contra 180 republicanos, segundo o jornal brasiliense.

Também houve mudança nos governos estaduais. De acordo com o Jornal de Brasília, Gina Hinojosa foi eleita no Texas, Keisha Lance Bottoms na Geórgia e Chris Pappas em New Hampshire.

O texto de abertura da eleição está na cobertura de véspera do Resenhando, com os dados de inflação e desemprego que pesavam no voto.

O que Trump disse

Em entrevista por telefone ao The New York Times, na noite de terça, Trump afirmou estar "absolutamente disposto" a aceitar o resultado e pronto para trabalhar com os democratas. "Provavelmente chegaremos a um entendimento", disse. À Fox News, segundo a Agência Brasil, ele parabenizou os adversários e citou a imigração como tema de possível acordo, mas ameaçou vetar qualquer projeto "insano" que o novo Congresso aprove.

O presidente atribuiu as derrotas ao fato de não estar na cédula e classificou a decisão de entrar em guerra contra o Irã como "muito sensata". Disse também não se arrepender de ter apoiado o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, derrotado na disputa pelo Senado, e chamou os dois primeiros anos do segundo mandato de "o período de dois anos mais bem-sucedido" de qualquer presidente.

A Agência Brasil lista como fatores do voto a impopularidade da guerra contra o Irã, o custo de vida e a avaliação do governo. Em outro texto da agência, a aprovação de Trump aparece perto da mínima histórica antes da eleição.

Como fica a partir de janeiro

Os novos parlamentares tomam posse em janeiro. Pela Agência Brasil, os democratas devem usar a maioria para investigar o governo, a família do presidente e aliados, e para negociar projetos de lei. Com o Senado, poderão barrar indicados de Trump, inclusive a uma eventual vaga na Suprema Corte.

O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, disse que há "uma reformulação geracional do mapa do Senado" e que agora os democratas "devem cumprir o prometido". O Metrópoles registrou que o dólar abriu em queda, a R$ 5,45, depois da divulgação dos resultados.

Fontes: Agência Brasil, "Democratas conquistam Congresso em esmagadora rejeição a Trump", 4/11/2026; Jornal de Brasília, 4/11/2026; Metrópoles, 4/11/2026.