Eleições 2026

Flávio reúne prefeitos em SP, promete cortes sem mexer no Bolsa Família e BPC

Candidato do PL criticou Lula, citou queda dos juros futuros e disse que a área social fica fora do ajuste

Neste texto4 tópicos
  1. O que Flávio disse sobre juros e orçamento
  2. Bolsa Família, BPC e aposentadorias
  3. Campos Neto e o contexto das críticas
  4. Onde a disputa está

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reuniu-se neste domingo, 11, com prefeitos e vereadores da Grande São Paulo, em um prédio na região do Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista. No discurso, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e prometeu que os cortes de gasto não atingirão a área social, segundo a Agência Brasil.

O candidato do PL estava acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do prefeito da capital, Ricardo Nunes, entre outras autoridades. O encontro faz parte da agenda do segundo turno, que opõe Flávio e Lula.

O que Flávio disse sobre juros e orçamento

Flávio respondeu a um desafio atribuído a Lula, que teria cobrado dele a indicação de quais setores perderiam R$ 250 bilhões. "A primeira coisa que eu vou fazer é tirar esse cara da presidência da República", afirmou. Em seguida, associou a mudança de cenário eleitoral aos juros futuros: "Só quando a gente virou na frente do primeiro para o segundo turno, a taxa de juros futuro já caiu 1%".

O candidato fez então uma conta própria. "Cada 1% a menos de taxa de juros, vamos arredondar, são R$ 100 bilhões que foi aberto de espaço no orçamento", disse. A estimativa é dele e não foi apresentada com metodologia no discurso relatado pela agência.

Bolsa Família, BPC e aposentadorias

Pelas redes sociais, Flávio afirmou que os cortes prometidos não virão da área social e negou redução no Bolsa Família e no Benefício de Prestação Continuada (BPC). "Os aposentados do Brasil vão ser valorizados, vai ter aumento acima da inflação", declarou.

Ele disse ter certeza de que a equipe econômica que será apresentada fará "um trabalho sério", combaterá a corrupção e buscará "cada centavo de desperdício de dinheiro público". Para o candidato, a taxa de juros cairá "2%, 3%, 4%" e os cortes necessários sairão "em pouquíssimo tempo".

Campos Neto e o contexto das críticas

A Agência Brasil lembra que o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto foi citado nos últimos dias como possível ministro de Flávio. A gestão dele no BC, entre 2019 e 2024, ficou marcada pela forte elevação da taxa de juros, ponto que a agência destaca na reportagem. O nome não foi confirmado pelo candidato no trecho divulgado.

A agência também registra que parte das críticas ao plano de governo de Flávio se apoia em medidas do governo de Jair Bolsonaro. Cita as propostas de mudança no BPC que restringiam o acesso e as alterações no Bolsa Família que criaram o Auxílio Brasil, cuja execução, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), ampliou riscos de irregularidades. Lembra ainda a proposta de corte de 59% no Farmácia Popular no projeto orçamentário de 2023, de R$ 2,04 bilhões para cerca de R$ 804 milhões, que o Congresso não manteve ao aprovar o Orçamento.

O texto da Agência Brasil não traz resposta da campanha de Lula às declarações de Flávio neste domingo.

Onde a disputa está

A agenda paulistana ocorreu no mesmo dia do ato pró-Lula na Avenida Paulista e das decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre propaganda e redes de mobilização, temas que o Resenhando acompanha. Leia também a cobertura sobre a estimativa de público do ato na Paulista e sobre a decisão do TSE contra os anúncios do PT sobre a escala 6x1.

Fonte: Agência Brasil, 11/10/2026.