Economia

Informalidade soma 38,8 milhões de trabalhadores com desemprego em 5,2%, mostra o IBGE

Pnad Contínua aponta ocupação e massa de rendimento recordes no terceiro trimestre

O Brasil tem 38,8 milhões de trabalhadores na informalidade, 37,5% da população ocupada, apesar de a taxa de desemprego ter caído a 5,2% no terceiro trimestre, a menor para o período desde 2012. Os números são da Pnad Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e relatada pela Agência Brasil.

O contingente de informais subiu em relação ao trimestre anterior (38,6 milhões) e ao mesmo período de 2025 (38,7 milhões). A taxa, porém, ficou 0,3 ponto percentual abaixo da do ano passado, que era de 37,8%, porque a população ocupada cresceu.

Na leitura anterior, do trimestre encerrado em agosto, a taxa de desocupação era de 5,3%, segundo a Agência Brasil. A taxa nacional de julho a setembro também consta da tabela 6381 do Sidra, base de dados do IBGE.

O nível de ocupação mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar. O 59% do terceiro trimestre é o maior da série. No mesmo intervalo, o número de desocupados recuou de 6 milhões, em 2025, para 5,6 milhões.

O que mostram os números do trimestre

  • Desocupados: 5,6 milhões, 234 mil a menos que no trimestre anterior e 417 mil a menos que um ano antes (queda de 6,9%).
  • Ocupados: 103,6 milhões, o maior número da série, com 581 mil a mais no trimestre e 1,2 milhão a mais no ano.
  • Nível de ocupação: 59%, também recorde, contra 58,8% no trimestre anterior e 58,7% em 2025.
  • Rendimento real habitual: R$ 3.790, estável no trimestre e 3,6% acima de um ano antes.
  • Massa de rendimento: R$ 387,5 bilhões, a maior da série, com alta de 4,7% em um ano (mais R$ 17,5 bilhões).

Por diferença, os 103,6 milhões de ocupados menos os 38,8 milhões de informais deixam cerca de 64,8 milhões de trabalhadores fora dessa categoria. O cálculo é desta redação e não consta do material divulgado pelo IBGE.

O que o dado não diz

A reportagem da Agência Brasil não detalha a composição da informalidade por tipo de vínculo, como empregado sem carteira, conta própria ou trabalhador sem CNPJ, e o IBGE não foi procurado por esta redação para comentar a série. O rendimento médio ficou estável no trimestre, em R$ 3.790, enquanto a massa de rendimento subiu 1,5%, ou R$ 5,6 bilhões.

Sobre o ambiente econômico da semana, o Resenhando registrou o corte da projeção de PIB pela CNI e o relatório da IFI sobre as promessas de gasto do governo.