Economia

Curso gratuito no DF ensina a vender na internet e a usar IA para gerar renda

Plano de Educação Digital tem 480 vagas presenciais em Ceilândia e Núcleo Bandeirante e curso aberto de 80 horas no YouTube

Neste texto6 tópicos
  1. O que o aluno sai sabendo fazer?
  2. Quem banca e quem executa?
  3. Precisa ter experiência?
  4. Como é a rotina de aula?
  5. Há alternativa para quem não mora nas duas cidades?
  6. Como se inscrever?

Um projeto de capacitação no Distrito Federal oferece 480 vagas gratuitas para ensinar comércio eletrônico, vendas on-line, marketing digital e uso de inteligência artificial a quem quer ganhar a vida com o próprio trabalho. As aulas começaram em 16 de setembro.

O PED (Plano de Educação Digital) é resultado de parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF e o Instituto Brasileiro de Conectividade Social (IBCS), associação civil sem fins lucrativos. Nesta primeira edição, atende duas regiões administrativas: Ceilândia e Núcleo Bandeirante.

O que o aluno sai sabendo fazer?

O foco do currículo não é teoria de informática, e sim o que dá dinheiro na rede. São seis frentes: fundamentos do empreendedorismo digital, marketing digital, produção de conteúdo com inteligência artificial, e-commerce, vendas on-line e preparação para atuar como freelancer, o profissional que vende serviço por projeto.

Numa das aulas registradas pela organização, o tema projetado no telão era direto: "Use plataformas e apps para encontrar trabalho".

Sala do PED com alunos em computadores e telão com o tema 'use plataformas e apps para encontrar trabalho'
Aula do PED no Distrito Federal: o telão mostra o tema 'use plataformas e apps para encontrar trabalho'Foto: Divulgação/PED

"Queremos transformar o acesso à tecnologia em oportunidade real de renda e trabalho."

Tainara Lopes, coordenadora-geral do PED

Quem banca e quem executa?

O desenho é o de uma parceria entre o governo local e uma entidade da sociedade civil: a secretaria aparece como parceira e o IBCS, fundado em 2021 e sediado em Ceilândia, executa o projeto. O material de divulgação não informa o valor investido nem a origem dos recursos. Para o aluno, o custo é zero.

O projeto também não informa se haverá novas edições nem se outras regiões do DF entram na fila depois do Núcleo Bandeirante.

Precisa ter experiência?

Não, pelo que foi divulgado. O formulário de inscrição não pergunta escolaridade, profissão nem familiaridade com computador, e a divulgação não fala em prova de seleção. A proposta é justamente pegar quem está fora desse mercado e entregar, em um mês, o básico para começar a vender ou a oferecer serviço pela internet.

A aposta no trabalho por projeto aparece no próprio currículo. O freelancer vende a própria hora ou a entrega de um trabalho a vários clientes, e boa parte dessas contratações passa por plataformas que conectam quem precisa do serviço a quem o oferece.

A regulação do setor corre em paralelo no Congresso. O Resenhando já mostrou o projeto que cria o Marco da Economia Digital e fixa regras para a inteligência artificial, tema que afeta diretamente quem pretende vender e trabalhar pela internet.

Como é a rotina de aula?

  • Carga: 80 horas, em quatro semanas;
  • Frequência: 20 horas por semana, de segunda a sexta;
  • Turnos: das 8h às 12h ou das 14h às 18h;
  • Turmas: 60 alunos, em sala com um computador por pessoa;
  • Certificado: impresso e digital, com 75% de presença.

A estrutura é itinerante. Fica primeiro em Ceilândia Norte, na QES 17, ao lado do CED 17, com 240 vagas, e depois é levada ao Núcleo Bandeirante, com outras 240. A data da mudança não foi divulgada.

Há alternativa para quem não mora nas duas cidades?

Há. O projeto mantém um curso on-line aberto e gratuito no YouTube, com 80 horas de conteúdo, que qualquer pessoa pode acompanhar de qualquer lugar do país. Também estão previstas quatro palestras públicas, de 150 lugares cada, sobre conteúdo digital, marketing e IA.

Na formação técnica federal, a discussão recente foi outra: o governo vetou a transformação de Cefets em universidades tecnológicas.

Como se inscrever?

As vagas presenciais são preenchidas pelo formulário on-line do PED, aberto nesta terça-feira (22). O candidato informa CPF, data de nascimento e contato, e escolhe turno e cidade. A inscrição, assim como o curso, não tem custo. Informações adicionais saem no Instagram do projeto.

5 visualizações