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Ataque ao aeroporto de Riad mata 12 e fere 309, o mais letal da Arábia Saudita em mais de uma década

Foi o terceiro ataque ao Aeroporto Rei Khalid em uma semana, em meio à escalada entre sauditas e houthis na guerra regional

Neste texto3 tópicos
  1. O que diz a autoridade de aviação
  2. Por que a Arábia Saudita virou alvo
  3. Efeito no Brasil

Um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, matou ao menos 12 pessoas e deixou 309 feridas no sábado (10), segundo a autoridade de aviação civil da Arábia Saudita. É o episódio mais letal no reino em mais de uma década, de acordo com o Poder360, que divulgou os números neste domingo (11).

Foi o terceiro ataque contra o terminal em uma semana. Os dois anteriores deixaram 4 mortos e causaram danos graves a uma aeronave comercial saudita.

O que diz a autoridade de aviação

A Autoridade Geral de Aviação Civil (Gaca) informou que, entre os mortos, estão 4 cidadãos sauditas e residentes de outras nacionalidades: 2 bengaleses, 1 norte-americano, 1 egípcio, 1 jordaniano, 1 sírio, 1 palestino e 1 sudanês. O órgão diz que há pessoas em estado grave entre os feridos, todos atendidos em hospitais da capital, e que a extensão dos danos materiais ainda está sendo avaliada.

No sábado, todos os voos foram desviados de Riad e as operações do aeroporto, suspensas. O terminal atende uma cidade de 8 milhões de habitantes. A embaixada dos Estados Unidos em Riad recomendou que cidadãos norte-americanos evitem o aeroporto e as áreas ao redor.

Por que a Arábia Saudita virou alvo

O ataque ocorre num momento de escalada entre o reino e os houthis, grupo armado do Iêmen. O conflito iemenita começou em 2015, quando a Arábia Saudita liderou uma coalizão árabe para expulsar os houthis da capital, Sanaa. A guerra deixou centenas de milhares de mortos, em combates e por fome.

Um cessar-fogo firmado em 2022 entre sauditas e houthis acabou no início de 2026. Em seguida, os houthis tomaram das forças do governo apoiado por Riad o estreito de Bab el-Mandeb, ponto estratégico no Mar Vermelho.

A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em fevereiro de 2026, se estendeu ao Iêmen. Nesta semana, o governo iemenita apoiado pelos sauditas começou uma ofensiva para retomar o território perdido e avança lentamente. Os houthis, por sua vez, cercaram Taiz, a terceira maior cidade do país. Ataques anteriores do grupo já haviam levado companhias aéreas a suspender ou cancelar voos para a capital saudita.

Efeito no Brasil

A região do Golfo é rota de petróleo e de combustíveis. Qualquer ameaça à infraestrutura saudita costuma pesar nas cotações do barril, e o preço do petróleo chega ao brasileiro pela gasolina e pelo diesel. O governo federal já editou medidas provisórias para amortecer o custo dos combustíveis neste ano, como o Resenhando noticiou na cobertura da MP 1.395/26.

Até a publicação deste texto, as informações sobre autoria do ataque e tipo de arma usada partiam apenas do balanço oficial saudita, sem confirmação independente. O Resenhando atualiza a matéria se a Gaca ou o governo saudita detalharem a origem do ataque.

Fonte: Poder360, com dados da Autoridade Geral de Aviação Civil saudita. Leia a matéria original.