PL vai ao Senado com 28 cadeiras em 2027, mas fica a 13 votos da maioria absoluta
Agência Senado divulgou em 5 de outubro a composição provisória da Casa a partir de fevereiro; 13 partidos terão representantes
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O Senado Federal terá representantes de 13 partidos a partir de fevereiro de 2027, com o PL formando a maior bancada da Casa: 28 cadeiras, segundo balanço divulgado pela Agência Senado nesta segunda-feira, 5 de outubro, com base na apuração do primeiro turno da eleição de 4 de outubro. O número fica 13 votos abaixo da maioria absoluta de 41 cadeiras, quórum exigido para aprovar emendas constitucionais e outras matérias que dependem desse placar mínimo nas 81 vagas da Casa.
Como fica a distribuição das 81 cadeiras
Atrás do PL, a Federação União Progressista, que reúne União Brasil e PP, aparece com 12 cadeiras. Na sequência vêm PT, com 9, e MDB, com 8. Completam a lista Republicanos e PSD, com 5 cada; PSB, com 4; Novo, com 3; PSDB e Podemos, com 2 cada; e PDT e Rede Sustentabilidade, com uma cadeira cada um. A da Rede fica com a reeleita Luizianne Lins, do Ceará. A Agência Senado soma 13 partidos ao todo, mas a lista nominal divulgada identifica 12 siglas; a reportagem do Senado atribui a diferença à composição ainda provisória, pendente do segundo turno.
- PL: 28 cadeiras
- Federação União Progressista: 12
- PT: 9
- MDB: 8
- Republicanos: 5
- PSD: 5
- PSB: 4
- Novo: 3
- PSDB: 2
- Podemos: 2
- PDT: 1
- Rede Sustentabilidade: 1

Dos 32 senadores que tentaram a reeleição em outubro, apenas 14 conseguiram se manter no cargo, como já mostrou o levantamento sobre a renovação de 74% da Casa. A bancada feminina sobe a 18 integrantes a partir de 2027, a maior de um início de legislatura desde a redemocratização, e uma delas é Marília Campos (PT-MG), eleita com discurso de diálogo "com todos os segmentos, especialmente aqueles que são civilizados".
Por que ter a maior bancada não garante o quórum
Vinte e oito cadeiras dão ao PL a liderança numérica, mas não bastam para aprovar sozinho qualquer matéria que exija maioria absoluta: o patamar usado para emendas constitucionais, para rejeitar veto presidencial e para abrir processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. O partido precisa somar pelo menos 13 votos de outras bancadas para chegar aos 41 necessários, o que normalmente empurra a sigla a negociar caso a caso com Republicanos, PSD e MDB, legendas historicamente dispostas a compor maiorias de ocasião no Senado.
A aritmética já pesa sobre pautas em curso: o Resenhando mostrou em agosto como a ampliação da bancada do PL aproxima o Congresso do quórum para abrir um processo de impeachment contra ministros do STF, tema que voltou a aparecer em discursos de parlamentares do partido durante a campanha. Com a nova composição, a contagem de votos nominais passa a ser o primeiro dado a observar a cada articulação da oposição, não o tamanho isolado da bancada.
O que ainda pode mudar até fevereiro
A configuração final do Senado depende do segundo turno da eleição para governador em três estados (Acre, Amazonas e Tocantins), porque senadores em exercício nessas unidades disputam os governos estaduais. Uma eventual vitória abre vaga no Senado para os respectivos suplentes, o que pode alterar o número de cadeiras por partido antes da posse, em fevereiro de 2027. A Agência Senado já havia adiantado, em setembro, que treze senadores não disputaram a reeleição e deixam a Casa, movimento que ajuda a explicar a renovação recorde.
O Resenhando volta a checar a distribuição de cadeiras após o segundo turno de 25 de outubro, quando o resultado nos três estados pendentes estiver definido e a composição partidária deixar de ser provisória.