Eleições 2026

Treze senadores deixam a Casa após a eleição de 4 de outubro

Das 54 cadeiras em disputa, 32 ocupantes tentam a reeleição e 9 concorrem a outros cargos ou são candidatos a suplente, segundo levantamento da Agência Senado

Treze senadores vão deixar o Senado depois da eleição de 4 de outubro por não terem registrado candidatura a nenhum cargo. O número consta de levantamento da Agência Senado publicado em 10 de setembro e atualizado nesta semana, que mapeia a situação dos ocupantes das cadeiras em disputa.

São 54 das 81 cadeiras em jogo neste ano, duas por estado e pelo Distrito Federal. As outras 27 foram preenchidas na eleição de 2022 e têm mandato até janeiro de 2031, o que as mantém fora da disputa.

Como se dividem os 54

Dos senadores cujo mandato termina em janeiro de 2027, o levantamento aponta três situações. A maior parte tenta permanecer:

  • 32 buscam a reeleição, entre eles Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Jaques Wagner (PT-BA), Esperidião Amin (PP-SC), Eduardo Braga (MDB-AM), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Leila Barros (PDT-DF) e Soraya Thronicke (PSB-MS);
  • 9 disputam outros cargos ou concorrem como suplentes, grupo que inclui Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Izalci Lucas (PL-DF), Jader Barbalho (MDB-PA), Mara Gabrilli (PSD-SP), Marcos Rogério (PL-RO), Nelsinho Trad (PSD-MS), Daniella Ribeiro (PP-PB), Dra. Eudocia (PSDB-AL) e Roberta Acioly (Republicanos-RR);
  • 13 não são candidatos e, portanto, encerram a passagem pela Casa em janeiro de 2027. Entre eles está Rodrigo Pacheco (PSD-MG), indicado pelo governo ao Tribunal de Contas da União.

Quem tem mandato até 2031 e mesmo assim disputa

Entre os 27 senadores eleitos em 2022, nove concorrem a governos estaduais em outubro: Alan Rick (Republicanos-AC), Cleitinho (Republicanos-MG), Efraim Filho (PL-PB), Omar Aziz (PSD-AM), Professora Dorinha Seabra (União-TO), Renan Filho (MDB-AL), Sergio Moro (PL-PR), Wellington Fagundes (PL-MT) e Wilder Morais (PL-GO).

Como o mandato de senador vai até 2031, a derrota na eleição estadual não interrompe a permanência no Senado. Quem vencer assume o governo do estado em janeiro de 2027 e abre a cadeira para o primeiro suplente.

O tamanho da renovação

A conta final da renovação só se fecha em 4 de outubro, porque depende do desempenho dos 32 que buscam a reeleição e do resultado nos estados em que senadores com mandato disputam o governo. O piso já conhecido, porém, é alto: 22 das 54 cadeiras em disputa terão obrigatoriamente um novo ocupante, somando os 13 que não concorrem e os 9 que foram para outro cargo.

O Senado renova alternadamente um terço e dois terços de sua composição a cada quatro anos. Este é um ano de dois terços, o ciclo que produz a maior troca de nomes na Casa e redesenha com mais força a correlação de forças para a legislatura seguinte.

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