Eleições 2026

Senado terá 40 novos nomes em 2027; só 14 dos 32 senadores que tentaram foram reeleitos

A renovação do Senado chegou a 74%: 18 dos 32 senadores que tentavam novo mandato perderam. Veja quem foi reeleito e como ficam as bancadas.

Neste texto4 tópicos
  1. Quem conseguiu se reeleger?
  2. Por que a renovação já era grande antes da apuração?
  3. Como fica o equilíbrio entre os partidos?
  4. O que isso significa para os próximos anos?

O Senado terá 40 novos integrantes a partir de 2027, o equivalente a 74% das 54 cadeiras em disputa nas eleições de 2026. Apenas 14 senadores conseguiram se reeleger, enquanto 18 dos 32 que tentaram permanecer no cargo foram derrotados, segundo levantamento da Agência Câmara com os resultados do TSE.

A eleição de domingo (4) definiu 54 das 81 vagas da Casa para os próximos oito anos. As outras 27 cadeiras seguem com os senadores eleitos em 2022, que continuam até 2031.

Quem conseguiu se reeleger?

Dos 32 senadores que concorreram a um novo mandato, 14 venceram, o que representa 43,7% dos que tentaram. Foram reeleitos Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Portinho (PL-RJ), Cid Gomes (PSB-CE), Eduardo Braga (MDB-AM), Eduardo Gomes (PL-TO), Humberto Costa (PT-PE), Jaques Wagner (PT-BA), Lucas Barreto (PSD-AP), Marcelo Castro (MDB-PI), Marcio Bittar (PL-AC), Plínio Valério (PSDB-AM), Rogério Carvalho (PT-SE), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

A taxa de reeleição ficou bem acima da registrada na última vez em que dois terços da Casa foram renovados. Em 2018, 32 titulares também tentaram continuar no Senado, mas só oito foram reeleitos. A renovação chegou então a 46 das 54 cadeiras, ou 85,19%.

Gráfico comparando senadores reeleitos em 2018 e em 2026
Em 2026, 14 dos 32 que tentaram foram reeleitos; em 2018, foram 8Gráfico: Resenhando, com dados da Agência Câmara

Por que a renovação já era grande antes da apuração?

Antes mesmo da votação, já se sabia que a Casa mudaria de forma significativa. Entre os ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 13 senadores não eram candidatos a nada. Outros nove disputaram cargos diferentes, como governos estaduais, ou participaram da eleição como suplentes.

Com as urnas, a renovação foi ampliada pela derrota de 18 dos 32 que buscavam um novo mandato. O resultado mostra que ter o cargo ajudou, mas não garantiu a vitória: menos da metade dos que tentaram foi reeleita.

A conta fecha com os números do levantamento: 13 cadeiras ficaram sem candidato titular e 9 titulares tentaram outros cargos ou concorreram como suplentes, o que deixou 22 vagas sem disputa pela reeleição. Somadas as 18 derrotas entre os 32 que tentaram permanecer, chega-se às 40 cadeiras que terão novos ocupantes. As 14 restantes ficaram com quem já era senador.

Como fica o equilíbrio entre os partidos?

O PL elegeu 19 senadores e deve chegar a 28 integrantes em 2027, somando os que já têm mandato. Se o número se confirmar, será a maior bancada partidária do Senado no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988. O recorde anterior era de 1999, quando o MDB, então PMDB, começou a legislatura com 27 senadores. O Resenhando já havia mostrado como a nova força do partido pode mexer nas votações em como as 19 vagas do PL afetam o quórum no Senado.

Depois do PL, as maiores bancadas projetadas são a do PT, com 9 senadores, e a do MDB, com 8. Nenhum outro partido deve chegar a um terço do tamanho da bancada do PL.

A projeção considera que dois senadores com mandato até 2031 foram eleitos governadores e deixam a cadeira para os suplentes: Cleitinho (Republicanos-MG), cujo primeiro suplente é Alex Diniz (PL), e Sergio Moro (PL-PR), cujo primeiro suplente é Luís Felipe Cunha (União). Esses números são uma estimativa e podem mudar se os senadores trocarem de partido ou assumirem ministérios antes de fevereiro.

O que isso significa para os próximos anos?

Uma Casa com tantos nomes novos tende a reorganizar comissões, lideranças e a disputa pela presidência do Senado, que também é decidida no início da legislatura. A distribuição de forças já aparece nas eleições estaduais: o primeiro turno definiu governadores em 20 estados, como o Resenhando mostrou ao listar os governadores eleitos no primeiro turno.

Os novos senadores tomam posse em fevereiro de 2027. Até lá, a composição atual segue valendo, e o resultado de três disputas pelo governo no segundo turno, em 25 de outubro, ainda pode mexer na conta das suplências.

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