Novo lança candidatura própria à Câmara e rejeita apoiar Motta
O Novo anunciou que lança candidato à Presidência da Câmara e não apoia Motta 'em nenhuma hipótese'. Veja os nomes cotados e o peso do blocão.
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O Partido Novo vai lançar candidatura própria à Presidência da Câmara e não apoiará "em nenhuma hipótese" a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a sigla nesta terça-feira, 3. A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
"O partido lançará candidatura própria à presidência da Câmara dos Deputados, apresentando uma alternativa comprometida com a independência do Poder Legislativo, o respeito às prerrogativas parlamentares e a defesa dos interesses da sociedade brasileira", diz a nota, reproduzida pelo Metrópoles. O texto não cita nomes.
Quem o Novo avalia lançar
A Revista Oeste informou na noite de segunda-feira, 2, que o partido considera três deputados: Jeffrey Chiquini (PR), Luiz Lima (RJ) e Adriana Ventura (SP). Segundo a revista, a legenda quer um candidato alinhado às pautas de Jair Bolsonaro. A nota divulgada nesta terça não confirma a lista.

Em 2025, o Novo disputou o comando da Casa com Marcel van Hattem (RS), que foi eleito senador em outubro e toma posse em 2027, de acordo com o Metrópoles.
O tamanho do bloco de Motta
Motta já tem uma base ampla. O Metrópoles contabiliza 361 deputados eleitos para a próxima legislatura nos partidos do chamado blocão que o apoia, cerca de 70% dos 513. Entre eles estão União Brasil, PP, PSD, MDB, Republicanos, PSB e PDT. A adesão da federação PT, PCdoB e PV, anunciada em 27 de outubro, foi costurada com a condição de que nem PL nem Novo integrassem o grupo, segundo o jornal digital.
O PL, que terá a maior bancada da Câmara em 2027, também avalia uma aliança com o atual presidente, conforme a Oeste. Dentro do partido, o deputado Zé Trovão ameaça disputar contra Motta, como mostra o texto sobre os 15 partidos que Motta reuniu para 2027.
O momento do partido
O Novo elegeu dez deputados federais e três senadores em outubro, contra três deputados federais em 2022, segundo a Oeste. O resultado levou a legenda a cumprir a cláusula de barreira pelo critério de votação, que exigia 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, com distribuição mínima entre os Estados. Com isso, mantém acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda.
No segundo turno da eleição presidencial, o partido oficializou apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de acordo com a mesma reportagem. Nenhuma das reportagens consultadas traz resposta de Motta ou do PL ao anúncio de hoje.
O próximo passo é o nome. O Novo ainda não informou quem será o candidato nem quando decide, e os demais partidos fecham posição até a votação de 1º de fevereiro.