Moraes manda soltar desembargador Macário Júdice e impõe tornozeleira
Prisão preventiva na Operação Unha e Carne foi convertida em medidas cautelares, informou a assessoria do STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a soltura do desembargador federal Macário Júdice, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), segundo informação divulgada neste sábado, 31. Ele estava preso desde dezembro de 2025, na Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF).
Segundo a assessoria de imprensa do STF, a prisão preventiva foi convertida em medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. O tribunal não detalhou as demais condições nem o prazo. A informação foi divulgada pela Agência Brasil.
Como o caso chegou ao STF
Júdice foi preso na segunda fase da Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas de uma apuração contra o ex-deputado estadual TH Joias. A prisão veio dias depois da do então presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, hoje ex-deputado.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o magistrado de repassar a Bacellar dados de uma operação da PF que tinha TH Joias entre os alvos, no âmbito da Operação Zargun. Em agosto, Moraes votou no plenário virtual da Primeira Turma pelo recebimento da denúncia, como o Resenhando noticiou na época. O voto do relator dizia que os denunciados atuaram para frustrar medidas contra integrantes do Comando Vermelho.
Em 4 de agosto, segundo a BandNews FM, Moraes havia mantido a preventiva de Júdice, apontando risco de fuga e de reiteração delitiva. A defesa já tinha pedido ao ministro liberdade ou prisão domiciliar com tornozeleira, negando o encontro com Bacellar que a PF considera central para o vazamento. A reportagem da Agência Brasil não trouxe manifestação dos advogados do desembargador sobre a soltura.
O que acontece com Bacellar
O advogado de Rodrigo Bacellar, Daniel Bialski, disse que Moraes também decidiu transferir o cliente da penitenciária federal de Mossoró (RN) para o sistema penal fluminense. Segundo o defensor, ainda não há informação sobre a unidade de destino. O STF não deu detalhes sobre a transferência.
A operação também apareceu na campanha eleitoral. Em 20 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referendou a remoção de uma publicação que associava o senador Flávio Bolsonaro (PL) à Unha e Carne. A defesa dele afirma que o senador não é investigado nem citado na operação.
O que falta saber
Ainda não há informação pública sobre a lista completa de cautelares, sobre o prazo da tornozeleira ou sobre o andamento do julgamento da denúncia na Primeira Turma. O Supremo não havia divulgado esses dados até a publicação desta matéria.
Fonte: Agência Brasil, com informações da assessoria do STF.