EUA dizem apoiar eleição livre no Brasil e mandam vice de Rubio à região na semana do 2º turno
Carta do Departamento de Estado a democratas defende sanções a Moraes; Christopher Landau visita Paraguai e Argentina entre 19 e 26 de outubro
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O governo de Donald Trump afirmou que apoia o direito dos brasileiros a uma eleição livre e justa, em carta enviada a parlamentares do Partido Democrata. No mesmo documento, defendeu as sanções aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A carta foi revelada pela Gazeta do Povo, e o Diario de Pernambuco também noticiou o conteúdo.
"Os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo", diz o texto, assinado por Katherine Bowles, da área de Assuntos Legislativos do Departamento de Estado.
A quem a carta responde
O documento é uma resposta a 30 deputados democratas e ao senador Bernie Sanders, numa iniciativa liderada pela deputada Delia Ramirez. Os parlamentares cobravam garantias de que o governo americano não interferiria no segundo turno brasileiro, marcado para 25 de outubro.
Na resposta, o Departamento de Estado defendeu as sanções impostas a Moraes em 2025 com base na Lei Magnitsky, retiradas em dezembro daquele ano, e afirmou que o ministro cometeu "graves violações dos direitos humanos". A carta também sustenta a decisão de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O texto não diz se Washington vai reconhecer o resultado das urnas.
Viagem de Landau na semana da votação
Na sexta-feira (16), o Departamento de Estado anunciou que o vice-secretário de Estado, Christopher Landau, número dois de Marco Rubio, vai a Assunção, no Paraguai, e a Buenos Aires, na Argentina, entre segunda-feira (19) e o dia 26, segundo a Gazeta do Povo. Metrópoles e CBN também registraram a viagem. O secretário-adjunto para o Hemisfério Ocidental, Juan Pablo Segura, também virá à região.
Em Assunção, Landau chefia uma delegação de empresas americanas e se reúne com o governo paraguaio para tratar de comércio, segurança regional e crime transnacional. Em Buenos Aires, encontra integrantes do governo Javier Milei e empresários, dando sequência ao Corredor Andes-Atlântico, um pacote de quase US$ 7 bilhões em infraestrutura lançado em setembro, na Assembleia Geral da ONU. O Brasil não está no roteiro.
Landau já criticou Moraes publicamente no ano passado, por causa das decisões do ministro e da condenação de Jair Bolsonaro, e depois elogiou a aprovação do projeto da dosimetria pelo Congresso.
O que diz o Departamento de Estado
A pasta afirmou que vai "continuar a dialogar com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito" para promover segurança, comércio e investimentos. A política americana para a região tem sido acompanhada de perto pelas duas campanhas, e o tema voltou ao debate com a promessa de Flávio Bolsonaro de aproximar o Brasil das ações de Washington contra facções.
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