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Papa Leão XIV deixa o hospital quatro dias após cirurgia no pulmão e tem viagem à América do Sul liberada

Cirurgião que operou o pontífice diz que não há contraindicação médica para a visita ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, de 6 a 17 de novembro

Neste texto4 tópicos
  1. O que foi feito na cirurgia
  2. Viagem de novembro está mantida
  3. Tumor foi achado por acaso
  4. Agenda do domingo

O papa Leão XIV recebeu alta do Hospital Gemelli, em Roma, na tarde deste sábado (17), quatro dias depois de passar por uma cirurgia para retirar um adenocarcinoma, um tipo de câncer, do pulmão direito. Aos 71 anos, o pontífice saiu caminhando sem ajuda, parou para cumprimentar quem esperava na porta e seguiu de carro para o Vaticano, segundo o Vatican News.

Na saída, o papa foi recebido pela reitora da Universidade Católica do Sagrado Coração, Elena Beccalli, e agradeceu à equipe médica. Entre as pessoas que o esperavam estava Varvara, uma menina ucraniana que fez tratamento no hospital e hoje está curada.

O que foi feito na cirurgia

A operação aconteceu na terça-feira (13). Os médicos retiraram o lobo inferior do pulmão direito, a parte do órgão onde estava o tumor. O procedimento durou cerca de 90 minutos e foi feito com técnica videoassistida, menos invasiva que a cirurgia aberta, de acordo com o boletim divulgado pela Santa Sé no mesmo dia.

Em comunicado conjunto, o diretor de Saúde do Vaticano, Luigi Carbone, e o chefe da cirurgia torácica do Gemelli, Stefano Margaritora, disseram que os exames de sangue, a radiografia do tórax e a avaliação clínica permitiram a alta. A Revista Oeste lembra que o tamanho do tumor e o eventual comprometimento dos linfonodos, dados que ajudam a definir o prognóstico, ainda não foram informados.

Viagem de novembro está mantida

A principal dúvida desde a internação era a viagem do papa à América do Sul, prevista para 6 a 17 de novembro, com passagens pelo Uruguai, pela Argentina e pelo Peru. Em entrevista à mídia vaticana, Margaritora respondeu de forma direta: "Eu diria que não há contraindicações médicas que impeçam a realização desta viagem."

O cirurgião explicou que, para um paciente comum, a recuperação física completa depois desse tipo de operação leva cerca de duas semanas. Como quase uma semana já passou, ele estima que o papa estará plenamente recuperado em uns dez dias, antes do embarque. Segundo o médico, os exames de sangue e a função cardíaca estão normais, e o pulmão volta a se expandir dentro do esperado.

Na sexta-feira (16), o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, admitiu que o ritmo da agenda talvez precise ser ajustado. Até agora, a Santa Sé não anunciou nenhuma mudança no roteiro.

Tumor foi achado por acaso

Margaritora contou que o câncer foi descoberto durante exames de rotina do abdômen. A imagem pegou a base dos pulmões e mostrou uma pequena mancha. "Se essa pequena mancha estivesse um pouco mais acima, não teria sido vista", disse. O papa não tinha nenhum sintoma respiratório.

O médico usou o caso para defender exames preventivos periódicos de pulmão, sobretudo para quem está nos grupos de risco, como já acontece com o rastreio de câncer de mama e de intestino. Ele lembrou que, nas fases iniciais, a doença costuma não dar sinais.

Agenda do domingo

A primeira atividade pública depois da alta será neste domingo (18), quando Leão XIV deve rezar o Angelus da janela do apartamento pontifício, na Praça de São Pedro. Durante a internação, ele chegou a celebrar missa no hospital, e o Vaticano divulgou fotos dele de pé, sem apoio.

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