Leão XIV lembra os 25 anos do 11 de Setembro e pede oração pela paz
Primeiro papa norte-americano falou em inglês após o ângelus no Vaticano e renovou orações pelas vítimas e pelos sobreviventes dos atentados de 2001
O papa Leão XIV recordou as vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e pediu orações pela paz no domingo, 13 de setembro, após a reza do ângelus na Praça de São Pedro, no Vaticano. O pontificado marcou assim os 25 anos dos ataques, que mataram 2.977 pessoas.
Falando da janela do apartamento pontifício diante de milhares de fiéis, o papa manifestou solidariedade às famílias atingidas e aos sobreviventes. "Renovo as minhas orações por aqueles que perderam a vida e por aqueles que continuam a carregar as feridas daquele dia trágico", disse, em inglês, conforme tradução da Agência Ecclesia.
Leão XIV, primeiro pontífice norte-americano da história, ligou a lembrança dos atentados aos conflitos em curso e fez um apelo direto à oração.
"Numa altura em que os conflitos e a violência afligem tantos dos nossos irmãos e irmãs, convido todos a rezarem para que o Senhor conceda ao mundo o seu dom da paz", afirmou o papa.
Ele acrescentou que a recordação do que ocorreu há 25 anos leva a renovar o compromisso com a paz, sobretudo pela oração confiada à intercessão da Virgem Maria.
O que aconteceu em 11 de setembro de 2001
Naquela manhã, dois aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaeda atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Os dois edifícios desabaram cerca de duas horas depois do impacto. Um terceiro aparelho atingiu o Pentágono, nos arredores de Washington, e um quarto caiu perto de Shanksville, na Pensilvânia.
Morreram 2.977 pessoas nos Estados Unidos no dia dos ataques, a maior parte em Nova York. Outras mais de 9.400 morreram depois em decorrência de doenças ligadas à exposição aos efeitos dos atentados, segundo o programa federal criado para acompanhar medicamente esse grupo.
O número de mortes tardias é maior que o de mortes no dia do atentado. Esse grupo reúne socorristas, trabalhadores da limpeza dos escombros e moradores da região do marco zero, acompanhados por um programa criado pelo governo dos Estados Unidos.
A manifestação dos bispos americanos
O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos também marcou a data, com um apelo à construção de pontes de entendimento. "À medida que os conflitos se intensificam, renovemos o nosso compromisso de ser instrumentos de paz de Cristo num mundo cada vez mais fraturado e dividido", afirmou, conforme a mesma agência.
A fala do papa foi feita em inglês, língua materna do pontífice, nascido nos Estados Unidos. A escolha do idioma na saudação após o ângelus é usual quando o tema tratado diz respeito a um país específico.
O ângelus dominical é o momento em que o papa fala publicamente sobre temas da atualidade, depois de comentar o evangelho do dia. É nesse espaço que costumam sair apelos sobre guerras, catástrofes e datas de grande repercussão internacional.
Leão XIV tem usado esses pronunciamentos para insistir no tema da paz desde o início do pontificado. O Resenhando registrou a passagem do papa pela África, quando ele afirmou que estava no continente para encorajar católicos, e não para debater com Donald Trump.