Eleições 2026

Ratinho Junior declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno; PSD fica neutro

Governador do Paraná se junta a Caiado, Zema e Cury, que já haviam anunciado voto no candidato do PL

Neste texto4 tópicos
  1. O voto do PSD no 1º turno
  2. O quadro no Paraná
  3. De onde o PSD partiu
  4. O que a neutralidade do PSD significa

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio saiu no sábado, 10 de outubro, depois de uma conversa por telefone entre os dois, segundo a Gazeta do Povo.

Em publicação na rede social X, Ratinho escreveu: "Conversei com o Flávio Bolsonaro e com o governador Tarcísio. Vamos caminhar juntos pelo futuro do nosso Brasil!". O partido dele, o PSD, declarou neutralidade na disputa.

O voto do PSD no 1º turno

A candidatura presidencial do PSD foi a do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, que terminou em quinto lugar, com 2.605.148 votos, ou 2,18% dos válidos. Ratinho chegou a ser cotado para a disputa, mas desistiu para concluir o mandato e trabalhar pela eleição de um sucessor no Paraná.

Caiado, Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) também declararam apoio a Flávio no 2º turno. O Resenhando já havia mostrado que os três somavam, com Renan Santos, 8,7 milhões de votos e que, na ocasião, nenhum havia indicado preferência.

O quadro no Paraná

O candidato escolhido por Ratinho para a sucessão, o deputado federal Sandro Alex (PSD), terminou em segundo lugar na eleição estadual. O senador Sergio Moro (PL-PR) venceu o governo do estado já no 1º turno. Sandro Alex também anunciou apoio a Flávio no 2º turno, segundo a Gazeta do Povo.

A reportagem não informa se o governador participará de atos de campanha, se terá cargo na coordenação ou se acompanhará Flávio em eventos no Paraná, estado em que o candidato do PL tem agora dois aliados de peso. Por ora, é só o voto declarado.

De onde o PSD partiu

A mudança de tom é visível nos registros do próprio Resenhando. Em agosto, Caiado partiu para o ataque a Flávio e disputou o palanque do agro. Também em agosto, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse que a chance de Flávio se eleger era zero. Agora, com o candidato do PL no 2º turno, o candidato derrotado do partido e um governador da sigla declaram voto nele.

O que a neutralidade do PSD significa

Quando um partido declara neutralidade, libera os filiados para escolherem de que lado ficam, sem fechar apoio formal a nenhuma candidatura. É o caso do PSD: a legenda não orienta voto, e lideranças como Ratinho tomam posição por conta própria.

No 1º turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos (56.104.503 votos) e Lula, 45,16% (53.879.538), números que levaram os dois ao 2º turno de 25 de outubro. O Resenhando não localizou, até a publicação, manifestação do PSD além da neutralidade nem posição da campanha de Lula sobre o gesto de Ratinho.