Cury, Renan e Caiado somam 8,7 milhões de votos e nenhum declara apoio no 2º turno
Cury, Renan Santos e Caiado somaram 8,7 milhões de votos, quase 4 vezes a diferença entre Lula e Flávio. Veja o que cada um disse e o calendário.
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Os três candidatos que ficaram atrás de Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno somaram 8,71 milhões de votos, quase quatro vezes a diferença entre os dois que disputam o segundo turno. Mesmo assim, nenhum deles declarou apoio até esta segunda-feira (5), segundo a Agência Brasil.
Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03% dos votos válidos e Lula (PT), 45,16%. A diferença é de 2,22 milhões de votos, ou 1,87 ponto percentual. O segundo turno será em 25 de outubro, e a campanha já foi liberada para retomar as atividades de rua.
O que dizem Cury, Renan e Caiado?
Augusto Cury (Avante), terceiro colocado, teve 3,44 milhões de votos, ou 2,89% dos válidos. Ele afirmou que vai se "silenciar completamente" em relação ao segundo turno e que ninguém está autorizado a falar em seu nome ou em nome do coordenador da campanha, Júlio Delgado, para anunciar apoio a qualquer um dos candidatos. Cury também disse ter "100% de convicção" de que não continuará na política.
O quarto colocado, Renan Santos (Missão), somou 2,67 milhões de votos, ou 2,24%. Ele disse que não vai apoiar nenhum dos dois finalistas, fez críticas duras aos dois e afirmou que os eleitores devem votar como quiserem.
O quinto, Ronaldo Caiado, teve 2,60 milhões de votos (2,18%) e disse que não se pronunciará antes de se reunir com o presidente do PSD, Gilberto Kassab. O partido informou, em nota, que vai liberar os diretórios estaduais para que cada liderança local decida quem apoiar, em razão da diversidade de cenários eleitorais nos estados.

Por que esses votos pesam na conta do segundo turno?
Lula e Flávio somaram juntos 92,19% dos votos válidos. Os 7,81% restantes foram divididos entre os demais candidatos, e três deles concentram quase tudo: Cury, Renan e Caiado têm 7,31%, o que deixa menos de um ponto percentual para todos os outros somados.
A diferença de 2,22 milhões de votos entre os finalistas equivale a pouco mais de um quarto (25,5%) do que os três somaram. Isso não significa que esses eleitores vão migrar de forma automática para um dos lados. Em geral, parte dos eleitores de candidatos eliminados costuma se abster, votar em branco ou anular o voto, e outra parte se divide entre os finalistas. O que os números permitem afirmar é que o total de votos em jogo é maior do que a margem entre os dois, e por isso a disputa pelo apoio desses candidatos ganhou importância.
Quando começa a campanha e como será o horário eleitoral?
Os candidatos podem retomar as campanhas nesta segunda-feira, 24 horas depois do fim da votação. A partir das 17h, ficam permitidos comícios, carreatas, caminhadas e distribuição de panfletos, além de propaganda paga na internet e em meios impressos.
- Propaganda gratuita: começa na sexta-feira (9) e vai até 23 de outubro
- Rádio: às 7h e ao meio-dia
- Televisão: às 13h e às 20h30, em dois blocos diários de dez minutos por cargo, com cinco minutos para cada candidato
- Fim do som nas ruas: 22 de outubro; propaganda paga, até 23; panfletos, passeatas e carreatas, até 24
O que acontece nos estados?
A eleição presidencial não é a única em disputa no dia 25. Em seis estados e no Distrito Federal, os eleitores também escolhem o governador no segundo turno. O Resenhando listou os governadores eleitos no primeiro turno e onde haverá nova votação, e detalhou antes o resultado do primeiro turno da eleição presidencial.
Quem faltou ao primeiro turno pode votar no segundo normalmente. A justificativa da ausência é um procedimento à parte, e tem prazo próprio contado a partir de cada turno.