Flávio Bolsonaro diz que aceitará resultado das urnas e critica TSE de 2022
Em entrevista ao Canal Livre, pré-candidato do PL à Presidência afirmou que disputará sob as regras atuais e cobrou mais segurança e transparência do tribunal
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência da República, afirmou que aceitará o resultado das eleições de outubro e disse esperar uma atuação imparcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em contraste com o que classificou ter ocorrido em 2022. A declaração foi dada em entrevista ao programa Canal Livre, da Bandeirantes, exibida neste domingo, 2 de agosto, às 20h na BandNews TV e às 22h na Band.
"Eu vou aceitar. Eu vou concorrer com essas regras e tenho certeza que o TSE, diferente de 2022, vai ser um TSE imparcial e que vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência", disse o senador.
Ao comentar declarações anteriores sobre o sistema eleitoral, Flávio procurou enquadrar sua posição como defesa do reforço dos mecanismos de proteção das urnas, e não como ataque direto ao voto eletrônico. Sobre a empresa Smartmatic, citada em episódios anteriores da discussão sobre o sistema, ele reconheceu possível equívoco quanto à participação da companhia.
O que mais foi dito na entrevista
Segurança pública foi o outro eixo da conversa. O pré-candidato anunciou proposta de endurecimento penal para crimes patrimoniais envolvendo aparelhos celulares.
"Eu vou quadruplicar a pena mínima para furto de celular ou receptação. Então, a pena mínima vai ser de 8 anos para vagabundo que rouba, que assalta por causa do celular", afirmou.
Ele também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, que presidiu o TSE no pleito de 2022.
Como fica o calendário eleitoral
A entrevista ocorre na reta final do ciclo de convenções partidárias, que se encerra em 5 de agosto. Os pedidos de registro de candidatura vão até as 19h de 15 de agosto, e a propaganda eleitoral começa em 16 de agosto, já sob as regras que obrigam a rotulagem de conteúdo gerado por inteligência artificial.
Não há manifestação do TSE sobre as declarações do senador. O tribunal tem respondido a questionamentos sobre o sistema eletrônico de votação com o argumento de que as urnas passam por testes públicos de segurança e auditoria com a participação de partidos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e instituições de pesquisa.
O ciclo eleitoral já registrou outros episódios envolvendo o tribunal e as legendas. O TSE definiu os modelos de urna que serão usados em outubro e fixou as regras de propaganda que entram em vigor em 16 de agosto.