Eleições 2026

Convenções acabam em 5 de agosto e Flávio Bolsonaro não definiu vice

PL negocia apoio de partidos do centro enquanto cresce a hipótese de chapa formada apenas por filiados da legenda

O prazo para a realização das convenções partidárias termina nesta quarta-feira, 5 de agosto, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do Partido Liberal à Presidência da República, ainda não anunciou quem será o companheiro de chapa. O registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai até 15 de agosto, e a propaganda eleitoral começa em 16 de agosto.

A indefinição decorre do estágio das negociações com outras legendas. Sem aliança fechada, ganha força no PL a hipótese de uma chapa formada apenas por filiados do próprio partido, chamada internamente de puro-sangue.

O senador já indicou preferência por uma mulher na vaga, movimento voltado a reduzir a resistência do eleitorado feminino registrada nas pesquisas.

Os nomes em negociação

O nome mais citado fora dos quadros do PL é o da economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, filiada ao Republicanos. A indicação depende de o partido decidir apoiar a candidatura. O Republicanos tem convenção nacional marcada para 4 de agosto.

Dentro do PL, circulam os nomes da deputada federal Priscila Costa (PL-CE), que nega ter recebido convite, e das deputadas federais Júlia Zanatta (PL-SC) e Greyce Elias (PL-MG). O senador Marcos Pontes (PL-SP) colocou o próprio nome à disposição. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, também aparece nas conversas.

Flávio Bolsonaro não confirmou publicamente nenhum dos nomes.

Como está o tabuleiro

União Brasil e Progressistas, que formam a federação União Progressista, tendem à neutralidade na disputa presidencial, posição que preserva os palanques estaduais das duas legendas em campos opostos. O Podemos tinha convenção marcada para 2 de agosto e sinalizava o mesmo caminho.

A neutralidade dos partidos do centro tem efeito direto sobre a campanha do PL: reduz o tempo de propaganda no rádio e na televisão, que é calculado com base no tamanho das bancadas coligadas na Câmara dos Deputados, e limita a estrutura estadual disponível para o candidato.

Uma chapa puro-sangue resolve o impasse do prazo, mas mantém a campanha dependente da estrutura própria do partido em estados onde o PL não tem candidato competitivo ao governo.

O calendário não admite adiamento. Chapa não homologada em convenção até 5 de agosto não pode ser registrada no TSE, e candidatura sem registro não vai à urna.

Do outro lado do espectro, o PT já homologou a candidatura à reeleição. Veja como foi a convenção nacional que confirmou Lula e Alckmin.

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