Eleições 2026

PT oficializa Lula e Alckmin e reúne sete partidos no primeiro turno

Convenção nacional em São Paulo confirmou a sétima disputa presidencial de Lula e a repetição da chapa de 2022

A convenção nacional do Partido dos Trabalhadores oficializou neste domingo, 2, a candidatura do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à reeleição, com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) novamente na chapa. O ato foi realizado em um pavilhão do Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo, com início às 9h e capacidade para até 3 mil pessoas.

É a sétima vez que Lula disputa a Presidência da República. Ele concorreu em 1989, 1994 e 1998, quando foi derrotado, venceu em 2002 e 2006, ficou fora da disputa de 2018 e voltou a vencer em 2022.

A convenção reuniu sete partidos em torno da candidatura já no primeiro turno. Além do PT, do PCdoB e do PV, que formam a Federação Brasil da Esperança, integram a base de apoio o PSOL, a Rede, o PSB e o PDT. A indicação de Alckmin havia sido formalizada pelo PSB em convenção realizada em Brasília na quarta-feira, 29.

O que Lula disse no ato

No discurso, o presidente centrou a fala no que chamou de defesa de um "Brasil soberano" e no balanço do próprio governo. "Quem fez pode prometer mais", afirmou, segundo o Brasil 247, ao comparar a atual campanha com as anteriores.

Como fica a tramitação

A oficialização em convenção não conclui o processo. Partidos, federações e coligações têm até 15 de agosto para protocolar o pedido de registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Só depois desse registro a candidatura passa a existir formalmente perante a Justiça Eleitoral, e a corte pode indeferi-la.

A propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão começa em 16 de agosto. A partir dessa data também passam a valer integralmente as regras da resolução do TSE que obriga a rotulagem de conteúdo de campanha produzido ou alterado por inteligência artificial.

Antes da convenção, o Partido Novo apresentou representação no TSE sobre pedidos de voto feitos pelo presidente em atos partidários anteriores ao início do período eleitoral. O caso corre na corte e ainda não tem decisão de mérito.

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