Economia

Dólar fecha a R$ 5,51 e Ibovespa sobe 1,39%, mas segue 18% abaixo do nível pré-eleição

Dólar fecha a R$ 5,511 e Ibovespa sobe 1,39%, aos 168,5 mil pontos, ainda cerca de 18% abaixo dos 205 mil de antes da eleição. Veja os números.

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  1. O que moveu o câmbio
  2. A fala de Lula sobre o quarto mandato
  3. Números do dia

O dólar à vista fechou esta sexta-feira (6) em alta de 0,44%, a R$ 5,511, e o Ibovespa avançou 1,39%, aos 168.498,45 pontos. A bolsa ainda está bem abaixo dos mais de 205 mil pontos que marcava antes do desfecho da eleição presidencial, segundo a Agência Brasil.

A conta é simples: 168,5 mil pontos representam cerca de 18% menos que 205 mil. A alta veio depois de uma quinta-feira de forte estresse em Nova York, quando o Nasdaq caiu 5,52% por temores de uma bolha no setor de inteligência artificial. Na semana, o Ibovespa subiu apenas 0,29%.

O que moveu o câmbio

O relatório de emprego dos Estados Unidos puxou o dólar no mundo todo. A economia americana criou 165 mil vagas no mês passado, contra 65 mil esperadas por economistas, e a taxa de desemprego ficou abaixo dos 4,2% de setembro. O índice DXY, que compara o dólar a seis moedas fortes, subiu 0,76%, a 102,320 pontos.

Com o mercado de trabalho americano resistente, os investidores reveem o que esperar do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. No Brasil, a moeda acumulou alta de 1,20% na semana. Em 14 de agosto, como o Resenhando registrou, o dólar fechava a R$ 5,219 e o Ibovespa vinha de nove quedas seguidas.

A fala de Lula sobre o quarto mandato

No cenário interno, os operadores acompanharam o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse sobre a condução econômica do próximo mandato. Em reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), Lula afirmou que o governo pretende manter responsabilidade fiscal e social, de acordo com a Agência Brasil e o Jornal de Brasília. A declaração veio após encontro na quinta-feira (5) com autoridades e conselheiros para discutir a agenda econômica.

A agenda fiscal, por ora, não tem medida definida. Depois da reunião no Palácio da Alvorada, na quinta-feira (5), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que não há "fórmula mágica, mas manutenção dos compromissos fiscais" e que as propostas só serão discutidas com Lula depois da viagem presidencial, prevista para terminar em 15 de novembro. O Resenhando cobriu o caso em Durigan diz que não há fórmula mágica no ajuste fiscal.

Números do dia

  • Dólar à vista: R$ 5,511 (alta de 0,44%; +1,20% na semana).
  • Ibovespa: 168.498,45 pontos (+1,39%), com mínima de 165.909,74 e máxima de 169.073,04; volume de R$ 29,04 bilhões antes dos ajustes finais.
  • Nasdaq: 24.579,42 pontos (+1,09%); S&P 500: 7.376,86 (+0,31%); Dow Jones: 51.285,73 (-0,46%).

Apesar da recuperação de sexta, os índices de Nova York fecharam a semana no vermelho, e o Dow Jones acumulou queda de 0,94%. A bolsa brasileira volta a operar na segunda-feira (9), com a agenda fiscal ainda sem definição até a volta da viagem presidencial.