Desemprego cai a 5,2% e é o menor para um terceiro trimestre desde 2012, diz IBGE
Pnad Contínua aponta 103,6 milhões de ocupados, recorde da série, e informalidade em 37,5%
A taxa de desocupação do país caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor nível já registrado para um terceiro trimestre desde o início da série, em 2012. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira, 30.
O resultado compara com 5,4% no segundo trimestre de 2026 e 5,6% no mesmo período de 2025. Segundo o IBGE, o país tinha 5,6 milhões de desocupados, 234 mil a menos que no trimestre anterior (queda de 4%) e 417 mil a menos que um ano antes (queda de 6,9%). Em setembro, o instituto havia apontado 5,3% no trimestre encerrado em agosto, dado que a Agência Brasil registrou na ocasião.
Ocupação e renda no recorde
A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, a maior da série histórica. São 581 mil a mais que no trimestre anterior (alta de 0,6%) e 1,2 milhão a mais que um ano antes (1,2%). O nível de ocupação, que mede quantas pessoas em idade de trabalhar têm emprego, bateu 59%, também o maior já medido. Eram 58,8% no segundo trimestre e 58,7% um ano atrás.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790. O IBGE o classifica como estável frente ao trimestre anterior e 3,6% maior que o de um ano antes, o equivalente a R$ 131 a mais no bolso. A massa de rendimento, que soma o que todos os ocupados recebem, foi a R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série: R$ 5,6 bilhões acima do trimestre anterior (1,5%) e R$ 17,5 bilhões acima de um ano atrás (4,7%).
Entre os setores, a construção teve o maior destaque na divulgação do instituto: a ocupação subiu 2,8% no trimestre, o que corresponde a 210 mil pessoas a mais.

Informalidade quase estável
Informalidade: 37,5% da população ocupada, o que equivale a 38,8 milhões de trabalhadores. No trimestre anterior eram 37,4% (38,6 milhões) e, um ano antes, 37,8% (38,7 milhões). Na prática, a fatia de informais mal se mexeu, e o número absoluto subiu em relação aos dois períodos.
Já a subutilização da força de trabalho, que reúne desocupados, quem trabalha menos horas do que gostaria e quem desistiu de procurar vaga, ficou em 13,0%. Era 12,9% no segundo trimestre e 13,9% no terceiro trimestre de 2025.
O dado sai com a Selic em 13,75% ao ano desde o corte de setembro, como mostrou a cobertura do SouBrasília, e com o dólar em alta desde a eleição. O Resenhando já publicou a revisão de cenário do Itaú para 2027 e o fechamento semanal do câmbio.
O release completo da pesquisa, com as tabelas do trimestre, está na Agência de Notícias do IBGE.