Segurança

Ex-presidente da Câmara de SP Milton Leite se entrega à polícia

Vereador por sete mandatos teve prisão temporária decretada em investigação sobre atuação do PCC no transporte coletivo paulistano

O ex-vereador Milton Leite (União Brasil) entregou-se à polícia na tarde desta sexta-feira, 18, em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo. Ele compareceu acompanhado de advogado à Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes da cidade, depois de ter prisão temporária decretada em investigação sobre a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo paulistano.

Leite foi presidente da Câmara Municipal de São Paulo e é um dos nomes mais longevos do Legislativo da capital. Ele foi alvo de operação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.

Inicialmente, o ex-vereador foi considerado foragido, por não ter sido encontrado em casa no cumprimento dos mandados. Em seguida, divulgou nota informando que estava em viagem e que se apresentaria às autoridades. No mesmo texto, declarou-se inocente. Após a apresentação, foi encaminhado à cadeia pública de Mogi das Cruzes.

O que apura a investigação

A apuração trata de indícios de envolvimento com um esquema criminoso que, segundo as autoridades, alcança dezenas de empresas de transporte público. O foco é a atuação do PCC em contratos e na operação do sistema de ônibus da capital paulista.

A operação que deu origem à prisão temporária foi deflagrada em 17 de setembro e mirou a infiltração da facção no setor. O Resenhando publicou naquele dia reportagem sobre a operação que mira a infiltração do PCC no transporte público de São Paulo.

A prisão temporária é medida de prazo determinado, prevista na Lei 7.960, de 1989, e destinada a assegurar a investigação. Ela não representa condenação nem antecipação de pena.

Em nota divulgada antes de se apresentar, Milton Leite afirmou ser inocente. A defesa não detalhou publicamente os argumentos que apresentará no caso até a publicação desta reportagem. A informação sobre a entrega à polícia foi divulgada pela Agência Brasil.

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