Polonês é preso por vandalizar o santuário de Medjugorje
Homem de 31 anos pintou a imagem de Nossa Senhora e tentou incendiar o altar externo; paróquia restaurou os bens e pediu jejum e oração
Um cidadão polonês de 31 anos foi preso na Bósnia e Herzegovina acusado de vandalizar o santuário mariano de Medjugorje, um dos principais destinos de peregrinação católica da Europa. O ataque ocorreu em 28 de julho e atingiu a estátua de Nossa Senhora, conhecida como Rainha da Paz, e o altar externo da Paróquia de São Tiago Apóstolo.
Identificado como Bartlomiej Krakowiak, ele pintou a imagem com tinta preta e tentou incendiar o altar externo. A promotoria local pediu prisão preventiva, alegando risco de fuga e de reincidência.
Em depoimento, o suspeito afirmou que seu objetivo era provar que as supostas aparições marianas de Medjugorje são uma fraude e que tudo ali é fabricação. Segundo as autoridades, ele tem histórico de problemas com drogas e violência. Ao ser interrogado, disse não sentir arrependimento e declarou que deseja permanecer preso.
O que foi danificado e como o santuário reagiu
Os dois alvos do ataque já foram recuperados. A restauração da estátua e do altar externo foi feita pela comunidade paroquial e por integrantes da Comunidade Cenacolo, e as atividades religiosas foram retomadas normalmente.
A Paróquia de São Tiago pediu aos fiéis que respondessem ao episódio com jejum, oração e perdão, sem manifestação de revolta. A orientação foi divulgada nos dias seguintes ao ataque, quando o caso circulava em redes sociais com pedidos de punição exemplar.
O balanço do episódio:
- Data do ataque: 28 de julho de 2026
- Alvos: estátua de Nossa Senhora, a Rainha da Paz, e o altar externo da Paróquia de São Tiago
- Suspeito: cidadão polonês de 31 anos, identificado como Bartlomiej Krakowiak
- Situação processual: preso, com pedido de prisão preventiva apresentado pela promotoria
- Estado dos bens atingidos: restaurados pela comunidade paroquial e pela Comunidade Cenacolo
O peso do lugar
Medjugorje é o principal centro de peregrinação da Bósnia e Herzegovina e recebe fiéis de vários países ao longo do ano. O local é associado a relatos de aparições marianas iniciados em 1981, tema que a Igreja Católica tratou por décadas com cautela institucional antes de autorizar formalmente as devoções ali praticadas.
A acusação formal é de destruição de propriedade religiosa, tipo penal previsto na legislação da Bósnia e Herzegovina. O pedido de prisão preventiva apresentado pela promotoria se apoiou em dois argumentos: o risco de fuga, por se tratar de estrangeiro sem vínculo no país, e o risco de repetição da conduta.
A defesa do suspeito não se manifestou publicamente até a publicação deste texto. A Conferência Episcopal da Bósnia e Herzegovina também não divulgou nota oficial sobre o caso. As informações foram publicadas pela Gazeta do Povo e por veículos católicos internacionais que acompanham o santuário.
Ataques a imagens e a espaços religiosos costumam gerar reação em duas frentes: a criminal, que corre no país onde o fato ocorreu, e a comunitária, que define como os fiéis respondem publicamente. Em Medjugorje, a segunda foi resolvida em poucos dias, com o pedido de oração e a restauração dos bens antes mesmo da conclusão do processo.
Leia também: CDH do Senado debate o holocausto cigano em audiência pública.