Eleições 2026

TREs definem urnas auditadas no 2º turno: 43 nos quatro maiores colégios

Teste de integridade e de autenticidade ocorre neste domingo, 25; TSE diz que verificação dos sistemas não achou alteração

Os tribunais regionais eleitorais (TREs) definiram neste sábado, 24, as urnas eletrônicas que passarão por auditoria no segundo turno das eleições gerais, marcado para domingo, 25. Segundo a Agência Brasil, as seções foram sorteadas ou escolhidas por representantes de partidos e de entidades fiscalizadoras em todo o país.

Nos quatro maiores colégios eleitorais, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, serão 43 urnas auditadas: 33 no teste de integridade e dez no de autenticidade. Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará somam 35, sendo 27 de integridade e oito de autenticidade. Em Roraima, o menor colégio do país, a conta é de 20 urnas no primeiro teste e três no segundo.

Como funciona o teste de integridade

A urna sorteada para esse teste é retirada da seção e substituída por um equipamento reserva. O aparelho original fica guardado em sala lacrada até a eleição. Partidos e entidades fiscalizadoras preenchem cédulas de papel com candidatos à escolha deles, e as cédulas vão para uma urna de lona também lacrada.

No domingo, servidores do Judiciário e do Ministério Público abrem a urna de lona e digitam os votos de papel na urna eletrônica. Ao fim da votação, às 17h, os dados do papel são comparados com o registro eletrônico. Parte das urnas escolhidas passa pelo teste com biometria: os votos são dados por eleitores voluntários, e não pelos fiscais.

O teste de autenticidade ocorre na própria seção, antes da abertura. A equipe rompe o lacre do compartimento da mídia de resultado, retira a mídia e confere assinaturas e resumos digitais, para verificar se a urna roda os mesmos sistemas que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu, compilou, assinou e lacrou.

Foram convidados a acompanhar os testes a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público, a Defensoria Pública, representantes do Congresso Nacional, a Controladoria-Geral da União (CGU), a Polícia Federal, a Sociedade Brasileira de Computação, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O mesmo procedimento já havia sido aplicado no primeiro turno, como o Resenhando mostrou ao explicar o teste de integridade da urna eletrônica.

Verificação dos sistemas e zerésima

Também neste sábado, o TSE fez uma cerimônia de verificação dos sistemas que processam os resultados. A comparação das assinaturas e dos resumos digitais com os originais lacrados pela Justiça Eleitoral, segundo o tribunal, não apontou alteração de programa. O TSE e os tribunais regionais emitiram ainda as zerésimas do sistema de totalização, relatórios que atestam que não há votos registrados antes da abertura das urnas.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou na cerimônia que "as cidadãs e cidadãos do nosso país podem ter a mais absoluta certeza de que, ao comparecer às seções eleitorais e pressionar a tecla 'confirma', seu voto será registrado, preservado e totalizado com absoluta integridade e transparência".

No domingo, antes de a votação começar, cada seção imprime a própria zerésima, relatório da urna que mostra nenhum voto gravado no equipamento. A lacração dos sistemas pelo TSE é a etapa anterior, que o Resenhando também acompanhou.

Os resultados dos testes de integridade e de autenticidade saem depois do encerramento da votação. As informações desta matéria foram divulgadas pela Agência Brasil.