Forças Armadas mobilizam 25 mil militares em 306 municípios no 2º turno
Ministério da Defesa detalha GVA em 306 municípios de 11 estados e apoio logístico em 39. Veja a comparação com o primeiro turno e a lista por estado.
As Forças Armadas vão mobilizar cerca de 25 mil militares no segundo turno das eleições, neste domingo (25), em apoio à Justiça Eleitoral. Segundo o Ministério da Defesa, 306 municípios de 11 estados terão ações de Garantia da Votação e da Apuração (GVA), e outros 39 municípios receberão apoio logístico.
A operação ocorre por requisição da Justiça Eleitoral e com autorização presidencial. Participam a Marinha, o Exército e a Aeronáutica. O emprego militar nas eleições de 2026 foi autorizado pelo Decreto nº 13.073, de 21 de julho de 2026, e as requisições podem chegar até a véspera da votação, conforme a nota do Ministério da Defesa.
O contingente é menor que o do primeiro turno, em 4 de outubro. Na ocasião, a Defesa informou 26,5 mil militares, GVA em 482 municípios de 12 estados, o que abrangia 8.827 locais de votação, e apoio logístico em 44 municípios de oito estados. A comparação entre as duas notas do ministério:
| Item | 1º turno (4/10) | 2º turno (25/10) |
|---|---|---|
| Militares mobilizados | 26,5 mil | cerca de 25 mil |
| Municípios com GVA | 482 (12 estados) | 306 (11 estados) |
| Municípios com apoio logístico | 44 (oito estados) | 39 (oito estados) |
A Defesa não explicou a redução no número de municípios, e a lista de requisições do segundo turno é da Justiça Eleitoral. A nota informa que os pedidos podem mudar até a véspera da votação.
Onde os militares vão atuar na GVA
O Piauí concentra o maior número de municípios, com 81. Em seguida vêm Ceará (46), Pará (38), Amazonas (34) e Mato Grosso (30). Acre tem 20 municípios, Maranhão 21, Rio de Janeiro 15, Alagoas oito, Rio Grande do Norte sete e Tocantins seis.
No apoio logístico, o Amazonas lidera com 16 municípios, seguido por Acre e Roraima, com cinco cada. Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul têm quatro, Maranhão e Mato Grosso dois, e o Amapá um.
O que os militares fazem
Nos municípios de GVA, os militares atuam em presença e patrulhamento nas áreas definidas pela Justiça Eleitoral, em coordenação com as polícias. No apoio logístico, transportam urnas eletrônicas, equipamentos e equipes por aeronaves, helicópteros, embarcações e viaturas. O trabalho alcança comunidades ribeirinhas, terras indígenas e áreas rurais de difícil acesso.
A coordenação nacional fica no Centro de Operações Conjuntas, em Brasília. Seis comandos conjuntos (Amazônia, Amazônia Oriental, Nordeste, Planalto, Oeste e Leste) respondem pelas áreas, e o Comando de Operações Aeroespaciais cuida dos meios aéreos. A informação também foi divulgada pela Agência Brasil.
Em outro ponto da logística do domingo, o Resenhando mostrou que a gratuidade do transporte coletivo no segundo turno é obrigatória nas capitais, e que sete municípios fazem eleições suplementares no mesmo dia.