Sidônio Palmeira se afasta da Secom para reforçar a campanha de Lula no 2º turno
Ministro tira férias a partir desta segunda, 12, segundo o Estadão; saída deve ser formalizada no Diário Oficial da União
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O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, deve se afastar do cargo a partir desta segunda-feira, 12 de outubro, para se dedicar em tempo integral à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno. A informação foi publicada primeiro pelo jornal O Estado de S. Paulo e reproduzida pela Gazeta do Povo.
O afastamento é tratado como férias, e a formalização deve sair no Diário Oficial da União (DOU). O texto não informa por quanto tempo ele ficará fora nem quem responderá pela pasta no período. O Resenhando não localizou, até a publicação, nota oficial da Secom ou da campanha.
O histórico de Sidônio com Lula
Sidônio foi o marqueteiro da campanha de Lula em 2022, quando o petista derrotou Jair Bolsonaro (PL). Em agosto deste ano, o Resenhando noticiou que Lula havia tirado Sidônio do comando diário da campanha e o mantido na Secom. A volta ao núcleo da disputa inverte aquele arranjo.
Como está a campanha
A Gazeta do Povo relata que Lula se reuniu com coordenadores e aliados ao longo da semana passada para definir os rumos do 2º turno. Edinho Silva, presidente nacional do PT, segue na coordenação, ao lado do senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação. O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), também passou a integrar a equipe.
No 1º turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) teve 56.104.503 votos (47,03%) e Lula, 53.879.538 (45,16%), de acordo com os dados citados pelo jornal.
Redes sociais, Janja e Alckmin
Na quarta-feira, 7, Lula gravou o primeiro vídeo no estilo "selfie" para a campanha, depois de críticas de aliados e apoiadores por não usar redes sociais nem celular. No mesmo dia, durante reunião de coordenadores, a ex-senadora Kátia Abreu (PT-GO) disse ter defendido "menos Janja e mais Alckmin" no 2º turno, e os presentes aplaudiram, conforme a reportagem.
A primeira-dama, Janja, respondeu que continuará na campanha, com o apoio do presidente. O gabinete dela afirmou: "Independente do que falem, Janja seguirá na campanha". O Resenhando já havia mostrado que, sem cargo formal, Janja participa das decisões da campanha.
A entrada de Sidônio ocorre a 13 dias da votação de 25 de outubro e põe a comunicação, tema de cobranças de aliados na semana passada, no centro da reta final. Com o afastamento, Sidônio volta ao papel que exerceu em 2022, agora com o 1º turno apurado e a diferença entre os dois candidatos em 1,87 ponto percentual dos votos válidos.