Eleições 2026

Renan Santos diz que Lula não irá a debates por causa de escândalos

Candidato do Missão à Presidência reagiu a reportagem sobre pagamentos de lobista a ex-chefe de gabinete do presidente

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou que reportagem sobre pagamentos feitos pela lobista Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete do Palácio do Planalto é uma das razões que levariam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a não participar de debates eleitorais. A declaração foi dada em 3 de agosto e divulgada pelo Poder360 na madrugada desta terça-feira (4).

A reportagem trata de transferências recebidas por Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que ocupou a chefia de gabinete da Presidência de janeiro de 2023 até 21 de julho de 2026. Os valores partiram de Roberta Luchsinger, lobista citada em investigação sobre fraudes na Previdência Social.

O que disse o candidato

Renan Santos classificou o caso como mais um episódio da mesma investigação que alcança auxiliares e familiares do presidente.

"Mais uma das milhares de razões pelas quais o Lula não vai ao debate. Como é que ele vai explicar isso ao vivo? Que todo o entorno dele, que vai do filho ao irmão, aos assessores diretos, e esse Marcola era um assessor importantíssimo dentro do governo dele, está envolvido com o mesmo escândalo de corrupção e que ele não tem nada a ver com isso."

O candidato acrescentou que o presidente "só quer fazer propaganda por aí e fingir que está falando de outros assuntos enquanto foge daquilo que é essencial".

Renan Santos oficializou a candidatura à Presidência em 1º de agosto, em São Paulo, pelo Missão. Ele tem centrado a estratégia de campanha na disputa por eleitores que rejeitam tanto o petismo quanto a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O que dizem os citados

Não há posicionamento do Palácio do Planalto, do PT ou de Marco Aurélio Santana Ribeiro sobre as transferências na publicação que motivou a declaração. As razões dos pagamentos não foram esclarecidas oficialmente.

Também não houve manifestação da campanha do presidente sobre a afirmação de que Lula evitaria os debates. O calendário eleitoral de 2026 não obriga candidato a comparecer a debate de emissora, e a decisão de participar costuma ser tomada caso a caso pelas coordenações de campanha, em geral já na reta final do primeiro turno.

A investigação sobre a atuação da lobista e os repasses a integrantes do governo foi detalhada em reportagem anterior, sobre as transferências de Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete e o caso do INSS.

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