Eleições 2026

Presidenciáveis reagem à sessão do STF sobre Moraes; veja o que disseram

Caiado, Flávio Bolsonaro, Lula, Renan Santos e Augusto Cury se manifestaram no mesmo dia em que o julgamento foi suspenso por pedido de vista

A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, na terça-feira, 15, terminou sem definição e entrou na campanha presidencial no mesmo dia. Candidatos ao Planalto se manifestaram em redes sociais, na propaganda eleitoral e em agendas públicas.

O julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Flávio Dino, depois de o plenário rejeitar por 4 votos a 3 a questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes. O levantamento das reações foi publicado pelo jornal O Tempo na noite de terça.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), escreveu no X que a sessão "expôs o limite do insustentável, e não podemos nos calar diante do que vimos hoje". Na mesma publicação, afirmou que "o bate-boca entre ministros e o espetáculo degradante constrangem o país".

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tratou do tema na propaganda eleitoral exibida às 13h, antes do reinício da sessão. "O atual governo criou um desequilíbrio institucional. Decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal que descumpriu a lei", disse.

As falas de Lula, Renan Santos e Augusto Cury

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, falou em agenda pública sobre investigações, vazamentos e reforma do Judiciário, sem citar nominalmente o julgamento em curso.

Renan Santos, candidato pelo Missão, reagiu em transmissão no YouTube e em publicação no X: "Que pizza horrorosa. Isso aqui virou um não país". O escritor Augusto Cury publicou uma peça visual com a frase "Enquanto eles gritam, eu escuto a dor do povo".

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), havia se manifestado mais cedo, durante ato na Esplanada dos Ministérios que pediu a saída de Moraes do Supremo.

O que ficou pendente no plenário

A Corte analisa relatório da Polícia Federal que aponta relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso do Banco Master. A Procuradoria-Geral da República sustenta que a apuração é nula, argumento que ficou sem apreciação com a suspensão.

Moraes afirmou na própria sessão que o plenário não pode abrir inquérito contra ele e classificou o relatório da PF como farsa. Não há data definida para a devolução da vista de Dino, prazo que o regimento fixa em até 90 dias, prorrogáveis.

A eleição presidencial ocorre em 4 de outubro. A pauta do Supremo entrou na disputa em uma semana em que o tribunal também decidiu separar os julgamentos que envolvem Moraes e o ministro André Mendonça, este marcado para 23 de setembro.

Leia também: Dino pede vista e trava julgamento sobre investigar Moraes e Zema diz que o STF tem frutas podres e defende investigar Moraes e Toffoli.

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