Novo confirma Eduardo Girão como vice de Zema em chapa puro-sangue
Convenção nacional do partido oficializou a composição nesta terça-feira, 4; senador cearense abre mão da pré-candidatura ao governo do Ceará
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) será o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo) na eleição de 2026. A definição foi oficializada nesta terça-feira, 4, durante a convenção nacional do partido.
Com a escolha, o Novo fecha uma chapa formada apenas por integrantes dos próprios quadros, composição conhecida no vocabulário eleitoral como puro-sangue. Zema, governador de Minas Gerais, é o candidato da legenda à Presidência da República.
Para integrar a chapa presidencial, Girão abre mão da pré-candidatura ao governo do Ceará, que vinha sendo articulada desde o início do ano. O senador está no primeiro mandato pelo estado e ganhou projeção nacional na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Atos de 8 de Janeiro de 2023.
Como o partido chegou ao nome
A escolha veio depois de o Novo não conseguir fechar aliança para ampliar a candidatura presidencial. Diante da dificuldade de montar coligação com outras legendas, a direção partidária decidiu buscar o vice dentro da própria bancada.
A definição encerra um ciclo de conversas que se arrastava desde o primeiro semestre. O partido chegou a sondar nomes de fora, mas as negociações não avançaram até o prazo das convenções, que se encerra em agosto conforme o calendário eleitoral fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A informação foi divulgada por veículos que acompanharam a convenção, entre eles O Tempo, o Estado de Minas e a Gazeta do Povo. O Novo não divulgou até a publicação desta reportagem o inteiro teor da ata da convenção nacional.
O que muda na disputa
A chapa puro-sangue tem efeito direto no tempo de propaganda no rádio e na televisão. A divisão do horário eleitoral leva em conta o tamanho das bancadas da Câmara dos Deputados que apoiam cada candidatura, e uma coligação ampliaria o tempo disponível para Zema. Sem aliados, o partido disputa com o tempo correspondente à própria bancada.
O mesmo vale para o palanque estadual. Sem coligação nacional, o Novo depende das candidaturas próprias nos estados para sustentar a campanha presidencial fora de Minas Gerais, onde Zema governa desde 2019 e cumpre o segundo mandato.
A agenda anunciada pela chapa é econômica, com foco em corte de gasto público, privatização e redução da carga tributária, temas que o partido defende desde a fundação, em 2015. Girão, no Senado, atuou principalmente em pautas de costumes e de segurança pública.
As convenções partidárias seguem até o fim de agosto, e o registro das candidaturas precisa ser protocolado no TSE dentro do prazo legal. Só depois do registro a Justiça Eleitoral analisa a regularidade de cada chapa.