Governo Lula é desaprovado por 48% e aprovado por 47%, diz Nexus
Levantamento contratado pelo BTG Pactual também aponta Lula e Flávio Bolsonaro empatados em 49% de rejeição
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 48% dos eleitores e aprovado por 47%, segundo pesquisa do instituto Nexus divulgada nesta segunda-feira, 3. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e os números foram publicados pelo Poder360.
A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos, o que caracteriza empate técnico entre aprovação e desaprovação.
Na avaliação da gestão, 43% classificaram o governo como ruim ou péssimo e 37%, como ótimo ou bom. Outros 18% responderam regular. Nesse recorte, a distância de seis pontos entre os dois extremos está acima da margem de erro.
Rejeição empatada entre Lula e Flávio
O mesmo levantamento mediu a rejeição a nomes cotados para a disputa presidencial. Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem empatados, com 49% cada, índice que reúne os eleitores que afirmam não votar no candidato em nenhuma hipótese.
A rejeição costuma funcionar como teto para o desempenho no segundo turno, porque delimita a parcela do eleitorado fora de alcance da campanha. Com quase metade do eleitorado, os dois nomes chegam à fase de convenções com margem estreita de crescimento.
Ficha técnica
O Nexus ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais entre 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026. O custo declarado é de R$ 164.888,89, pago pelo contratante.
- Aprovação do governo: 47%
- Desaprovação: 48%
- Ótimo ou bom: 37%
- Regular: 18%
- Ruim ou péssimo: 43%
- Rejeição a Lula: 49%
- Rejeição a Flávio Bolsonaro: 49%
O registro no TSE é obrigatório para toda pesquisa eleitoral divulgada e inclui a metodologia, o plano amostral e o contratante. É o documento que permite verificar como o instituto chegou aos números.
A divulgação ocorre a dois dias do fim do prazo das convenções partidárias, marcado para 5 de agosto, quando os partidos concluem a formalização das candidaturas. Comparações entre institutos exigem cautela: metodologias e formulações de pergunta diferentes produzem variações que não representam movimento do eleitorado.
O Palácio do Planalto não comentou os números. A pré-campanha de Flávio Bolsonaro também não se manifestou sobre o índice de rejeição até a publicação.
Outras leituras sobre o humor do eleitorado neste ciclo estão na análise da cientista política Wendy Hunter sobre o desânimo do eleitorado.