Michelle pede votos para Flávio no primeiro ato de campanha no DF
Candidata ao Senado discursou no lançamento do escritório de Celina Leão, em Ceilândia, ao lado de Bia Kicis e Damares Alves
A candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) pediu votos para Flávio Bolsonaro (PL), candidato do partido à Presidência da República, no primeiro ato de campanha dela, na manhã deste domingo (16), em Ceilândia. O compromisso foi o lançamento do escritório de campanha da governadora Celina Leão (PP), que disputa a reeleição.
"Vamos eleger Flávio Bolsonaro presidente. E logo logo o nosso capitão, o nosso líder Jair Messias Bolsonaro estará em nosso meio", afirmou Michelle no discurso. A ex-primeira-dama também tratou da própria candidatura: "Quero dizer para vocês que essa foi a missão que o meu marido me confiou".
Estiveram no ato a governadora Celina Leão, a candidata ao Senado Bia Kicis (PL), a ex-ministra Damares Alves e o candidato a vice-governador Gustavo Rocha (Republicanos). Celina destacou a composição feminina da chapa e citou a aliança de dez partidos que apoia a reeleição dela.
O que a fala diz sobre o ex-presidente
Michelle não detalhou a que se referia ao dizer que Jair Bolsonaro estará "em nosso meio". O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes contra a democracia, em julgamento conduzido pelo Supremo Tribunal Federal. Em março deste ano, a Corte concedeu prisão domiciliar humanitária em razão do estado de saúde dele, e a defesa protocolou pedido de prorrogação da medida em junho, segundo registros da Agência Brasil.
Não há decisão publicada pelo Supremo alterando esse quadro às vésperas do início da campanha. A campanha de Michelle não divulgou nota sobre a declaração até a publicação desta reportagem.
A menção ao ex-presidente organiza o discurso das duas candidaturas apoiadas por ele. No Rio de Janeiro, na mesma manhã, Flávio Bolsonaro abriu a campanha presidencial em Copacabana, na Avenida Atlântica, como o Resenhando registrou. Os dois atos partiram do mesmo eixo: a transferência do capital político do ex-presidente para os nomes que ele apoia.
Como fica o calendário da campanha
A campanha de rua começou oficialmente neste domingo. A partir desta data, os candidatos podem pedir voto de forma explícita e realizar comícios, caminhadas, carreatas, distribuição de material gráfico e uso de alto-falantes, além da propaganda na internet. Continuam proibidos outdoors, showmícios e distribuição de brindes.
O horário eleitoral gratuito em rádio e televisão vai ao ar entre 28 de agosto e 1º de outubro, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral. Até lá, os atos presenciais e as redes sociais concentram a disputa por exposição, num período em que o eleitor ainda registra baixa atenção à campanha.
O Distrito Federal elege duas vagas para o Senado nesta eleição. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis integram a mesma aliança e disputam as duas cadeiras em jogo, ao lado dos demais candidatos com registro no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Michelle protocolou o registro na semana passada.
A escolha de Ceilândia para o primeiro ato tem peso eleitoral. A região administrativa é a mais populosa do Distrito Federal e concentra o maior colégio eleitoral da unidade da federação, o que a torna parada obrigatória nas campanhas majoritárias locais.
A abertura simultânea das campanhas colocou os principais candidatos à Presidência nas ruas no mesmo dia. Além do ato de Flávio Bolsonaro em Copacabana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a campanha à reeleição na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, ao lado do vice Geraldo Alckmin, conforme o Resenhando publicou. Cada campanha escolheu um território de origem para o primeiro compromisso.
No Distrito Federal, a disputa pelo governo local também começou neste domingo, com dez chapas registradas. A eleição para o Buriti corre em paralelo à do Senado, e as duas candidatas da aliança de Celina Leão compartilham palanque com a governadora nos atos de rua.
A aliança que sustenta Celina Leão reúne dez legendas, segundo a própria governadora, e ampara a chapa majoritária no governo e nas duas candidaturas ao Senado.