Eleições 2026

Michelle pede votos para Flávio no primeiro ato de campanha no DF

Candidata ao Senado discursou no lançamento do escritório de Celina Leão, em Ceilândia, ao lado de Bia Kicis e Damares Alves

A candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) pediu votos para Flávio Bolsonaro (PL), candidato do partido à Presidência da República, no primeiro ato de campanha dela, na manhã deste domingo (16), em Ceilândia. O compromisso foi o lançamento do escritório de campanha da governadora Celina Leão (PP), que disputa a reeleição.

"Vamos eleger Flávio Bolsonaro presidente. E logo logo o nosso capitão, o nosso líder Jair Messias Bolsonaro estará em nosso meio", afirmou Michelle no discurso. A ex-primeira-dama também tratou da própria candidatura: "Quero dizer para vocês que essa foi a missão que o meu marido me confiou".

Estiveram no ato a governadora Celina Leão, a candidata ao Senado Bia Kicis (PL), a ex-ministra Damares Alves e o candidato a vice-governador Gustavo Rocha (Republicanos). Celina destacou a composição feminina da chapa e citou a aliança de dez partidos que apoia a reeleição dela.

O que a fala diz sobre o ex-presidente

Michelle não detalhou a que se referia ao dizer que Jair Bolsonaro estará "em nosso meio". O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes contra a democracia, em julgamento conduzido pelo Supremo Tribunal Federal. Em março deste ano, a Corte concedeu prisão domiciliar humanitária em razão do estado de saúde dele, e a defesa protocolou pedido de prorrogação da medida em junho, segundo registros da Agência Brasil.

Não há decisão publicada pelo Supremo alterando esse quadro às vésperas do início da campanha. A campanha de Michelle não divulgou nota sobre a declaração até a publicação desta reportagem.

A menção ao ex-presidente organiza o discurso das duas candidaturas apoiadas por ele. No Rio de Janeiro, na mesma manhã, Flávio Bolsonaro abriu a campanha presidencial em Copacabana, na Avenida Atlântica, como o Resenhando registrou. Os dois atos partiram do mesmo eixo: a transferência do capital político do ex-presidente para os nomes que ele apoia.

Como fica o calendário da campanha

A campanha de rua começou oficialmente neste domingo. A partir desta data, os candidatos podem pedir voto de forma explícita e realizar comícios, caminhadas, carreatas, distribuição de material gráfico e uso de alto-falantes, além da propaganda na internet. Continuam proibidos outdoors, showmícios e distribuição de brindes.

O horário eleitoral gratuito em rádio e televisão vai ao ar entre 28 de agosto e 1º de outubro, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral. Até lá, os atos presenciais e as redes sociais concentram a disputa por exposição, num período em que o eleitor ainda registra baixa atenção à campanha.

O Distrito Federal elege duas vagas para o Senado nesta eleição. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis integram a mesma aliança e disputam as duas cadeiras em jogo, ao lado dos demais candidatos com registro no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Michelle protocolou o registro na semana passada.

A escolha de Ceilândia para o primeiro ato tem peso eleitoral. A região administrativa é a mais populosa do Distrito Federal e concentra o maior colégio eleitoral da unidade da federação, o que a torna parada obrigatória nas campanhas majoritárias locais.

A abertura simultânea das campanhas colocou os principais candidatos à Presidência nas ruas no mesmo dia. Além do ato de Flávio Bolsonaro em Copacabana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a campanha à reeleição na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, ao lado do vice Geraldo Alckmin, conforme o Resenhando publicou. Cada campanha escolheu um território de origem para o primeiro compromisso.

No Distrito Federal, a disputa pelo governo local também começou neste domingo, com dez chapas registradas. A eleição para o Buriti corre em paralelo à do Senado, e as duas candidatas da aliança de Celina Leão compartilham palanque com a governadora nos atos de rua.

A aliança que sustenta Celina Leão reúne dez legendas, segundo a própria governadora, e ampara a chapa majoritária no governo e nas duas candidaturas ao Senado.

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