Eleições 2026

Flavio Bolsonaro abre campanha em Copacabana com 'O Brasil vai vencer'

Candidato do PL fez corpo a corpo na Avenida Atlantica ao lado do vice Alfredo Gaspar no primeiro dia de campanha

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abriu a campanha presidencial neste domingo, 16, em ato na Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, a partir das 11h30. O candidato do PL ao Planalto fez corpo a corpo com apoiadores na orla e encerrou o discurso com o slogan da campanha, "O Brasil vai vencer".

Estiveram no ato o candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar (PL-AL), e Douglas Ruas, candidato do partido ao governo fluminense. A identidade visual apresentada pela campanha combina verde e amarelo com um "V" estilizado.

A escolha de Copacabana repete o palco das manifestações convocadas por Jair Bolsonaro no mesmo trecho da orla, incluindo os atos pela anistia em 2025. Flávio participou de um deles em março daquele ano, quando disse que os aliados iriam "derrotar o alexandrismo", em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A Avenida Atlântica virou, nos últimos anos, o endereço de aferição de rua do campo bolsonarista, o que dá ao ato de largada função dupla: abrir a campanha e medir mobilização. No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a própria campanha no Estádio 1º de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, berço político do petista.

O que Flávio disse na orla

O discurso foi marcado por críticas a Lula na condução da economia e das relações internacionais. O senador tratou da ocupação do espaço público como demonstração de força eleitoral.

"A gente está ocupando a rua, em um lugar onde o atual presidente não pode pisar, porque é alguém odiado pelo povo"

Em outro trecho, Flávio dirigiu-se ao pai, que está preso, e pediu que o público entoasse um coro. "Imaginem que ele está nos vendo no momento pela televisão e vamos homenageá-lo, cantando 'volta Bolsonaro'", afirmou. O senador também disse aos apoiadores: "Sei que vocês estão olhando para mim e lembrando de uma pessoa... tenho a convicção de que há um propósito de Deus para o nosso país".

Ao fim, apresentou as credenciais do companheiro de chapa e listou compromissos em economia, segurança pública, educação e pauta de costumes, antes de repetir o slogan.

Durante a fala, o candidato interrompeu o discurso para alertar salva-vidas sobre duas crianças que se afogavam no mar.

Como fica a disputa a partir daqui

O calendário eleitoral marca o primeiro turno para 4 de outubro. O prazo de registro de candidaturas foi encerrado às 19h de sábado, 15, e a Justiça Eleitoral tem até 14 de setembro para julgar os pedidos, incluindo os impugnados.

A campanha de Flávio tem à frente o marqueteiro Duda Lima, que assumiu a estratégia eleitoral após mudanças na equipe.

A data não é casual. O dia 16 de agosto marca o início oficial da propaganda eleitoral, quando candidatos passam a poder promover comícios, carreatas, distribuição de material impresso e conteúdo pago na internet, com identificação obrigatória do responsável pelo impulsionamento. Foi por isso que as duas maiores campanhas escolheram o mesmo domingo para a largada.

Jair Bolsonaro, que disputou a Presidência em 2018 e 2022, está preso e não participou do ato. A menção do filho ao pai, com o pedido de coro à multidão, foi o modo encontrado pela campanha de manter a referência sem a presença física.

O ato deste domingo consolidou o desenho da disputa presidencial nas ruas. Lula reuniu apoiadores no ABC paulista com sete partidos da base, conforme o ato da Vila Euclides, enquanto o PL escolheu a orla carioca, onde a militância bolsonarista tem histórico de mobilização.

As informações divulgadas até a publicação não trazem estimativa oficial de público para o ato de Copacabana.

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