Flávio Bolsonaro amplia equipe econômica com sete novos nomes
Grupo coordenado por Daniella Marques e Adolfo Sachsida passa de dois para nove integrantes
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência anunciou nesta sexta-feira, 21, a entrada de sete economistas na equipe econômica, que passa a ter nove integrantes. A informação foi divulgada pelo Poder360 e confirmada pela coordenação do grupo, formada por Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, e Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia.
Antes do anúncio, a equipe era composta apenas pelos dois coordenadores. Com a ampliação, o núcleo econômico da campanha reúne pesquisadores de instituições públicas, professores de escolas de negócios e profissionais com passagem pelo mercado financeiro.
Quem entra na equipe
Os sete nomes anunciados são:
- Alexandre Messa, PhD em economia pela Universidade de São Paulo, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e ex-secretário de Acompanhamento Econômico.
- Alexandre Ywata, PhD em estatística pela Northwestern University, engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e ex-diretor do Ipea.
- Andrei Spacov, PhD em economia pela Universidade da Califórnia em Berkeley, com 22 anos de atuação no mercado financeiro.
- Arilton Teixeira, PhD em economia pela Universidade de Minnesota, especialista em finanças internacionais.
- Eduardo Cavendish Carvalho, formado pelo Insper e pós-graduado em valuation pela Fundação Getulio Vargas.
- Myrian Prado, mestre em economia e mercados pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com passagem pelo Ministério da Economia.
- Vladimir Kühl Teles, doutor em economia pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado em Harvard e professor da FGV.
Sachsida afirmou que a chegada dos novos integrantes tem função propositiva. "Os novos nomes irão colaborar no plano econômico, com propostas sólidas e que possam mudar a rota", disse.
Daniella Marques deu a mesma leitura sobre o papel do grupo. "O nosso papel é mais do que simplesmente apontar os desafios do país e os erros do governo do PT", declarou.
O que o anúncio ainda não define
A composição divulgada não vem acompanhada da distribuição de temas entre os integrantes nem de prazo para a apresentação do programa econômico completo, peça que costuma detalhar metas fiscais, tributárias e de gasto público.
A montagem de equipes econômicas é um dos movimentos que candidaturas usam para sinalizar a investidores e ao empresariado qual será a orientação de política econômica em caso de vitória. No caso da campanha do PL, o núcleo reúne perfis ligados à agenda de redução do tamanho do Estado, linha que Sachsida defendeu no governo anterior.
A disputa presidencial deste ano já registrou embates entre candidatos do campo de oposição ao governo federal. Em agosto, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, passou a atacar Flávio Bolsonaro na disputa pelo palanque do agronegócio.
A campanha não informou se novos nomes serão incorporados à equipe até o primeiro turno, marcado para outubro.