Em Aparecida, Alckmin pede Justiça Eleitoral isenta e defende liberdade religiosa
Em Aparecida (SP), Alckmin defendeu Justiça Eleitoral isenta e liberdade religiosa, após a disputa no TSE sobre o canal Exército do Lula.
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O vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu nesta segunda-feira (12), em Aparecida (SP), que a Justiça Eleitoral seja isenta e guardiã da liberdade de expressão. A fala veio em resposta a uma pergunta sobre se ele considera a Justiça Eleitoral parcial, no dia em que um relatório técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o canal "Exército do Lula" chegou a público. As informações são da Agência Brasil.
O caso do canal "Exército do Lula"
O pano de fundo é uma sequência de decisões em 48 horas. No domingo (11), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, mandou tirar do ar um canal de WhatsApp chamado Exército do Lula. Ele atendeu a pedido do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que alegava que o canal disseminava notícias falsas.
O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, derrubou a decisão do presidente da Corte e determinou a reativação do canal. Na segunda-feira, a equipe técnica do TSE informou em relatório que não encontrou publicações falsas no canal, criado para postagens de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
O arcebispo de Aparecida também tratou do tema da padroeira no mesmo dia; o que ele disse está em outra matéria do portal.
A polêmica sobre a padroeira
Alckmin foi questionado também sobre o debate em torno da possibilidade de Nossa Senhora Aparecida perder o título de padroeira do Brasil. O assunto surgiu depois que circularam informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio teriam manifestado reprovação ao título, que tem abrangência nacional.
Flávio negou ter a intenção de destituir a santa. Destacou ainda a lei sancionada por Lula em 2003 sobre liberdade religiosa. Alckmin retomou o ponto: "O presidente Lula promulgou em 2003 a lei da liberdade religiosa. Nós defendemos a liberdade religiosa. Cada um pode ter a sua religião, deve respeitar a religião dos outros, até quem não tem religião merece ser respeitado."
O que está em jogo nas duas frentes
No caso da Justiça Eleitoral, o episódio do canal mostra que a própria cúpula do TSE divergiu em menos de um dia, entre a ordem de retirada do presidente da Corte e a reativação determinada pelo corregedor. Na frente religiosa, o tema chegou a mobilizar os dois candidatos no feriado de Nossa Senhora Aparecida.
A reportagem da Agência Brasil não trouxe resposta da campanha de Flávio Bolsonaro às declarações de Alckmin.