Lourdinha Pereira toma posse no Senado no lugar de Ana Paula Lobato
Ex-vereadora de Coroatá (MA) assumiu em 5 de agosto após licença temporária da titular; Senado não divulgou motivo nem prazo do afastamento
O Senado empossou nesta quarta-feira, 5 de agosto, a senadora Lourdinha Pereira (PSB-MA), suplente de Ana Paula Lobato (PSB-MA), que pediu licença temporária do mandato. A cerimônia ocorreu na sala de audiências da Presidência do Senado.
Maria de Lourdes Pereira e Pereira é ex-vereadora de Coroatá, no interior do Maranhão, onde exerceu vários mandatos e presidiu a Câmara Municipal. A solenidade foi acompanhada pela senadora Leila Barros (PDT-DF), que representou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Após o compromisso regimental, a nova senadora afirmou que pretende atuar em defesa do Maranhão, no fortalecimento dos municípios e nas áreas de saúde e educação. Ela também defendeu a criação de oportunidades para a juventude do interior e a presença de mulheres em espaços de decisão.
"Recebo a missão com grande senso de responsabilidade. Sou de Coroatá e trago comigo a experiência de quem aprendeu a fazer política perto das pessoas, ouvindo comunidades", disse Lourdinha Pereira, segundo a Agência Senado.
O Senado não divulgou o motivo nem o prazo da licença solicitada por Ana Paula Lobato. A comunicação oficial da Casa registrou apenas o pedido de afastamento temporário do mandato.
Como funciona a suplência no Senado
Cada candidato ao Senado se elege acompanhado de dois suplentes, registrados na mesma chapa. O eleitor vota no titular, e os suplentes entram no lugar dele em caso de licença, renúncia, morte ou perda do mandato.
A convocação é automática quando o titular se licencia por prazo superior a 120 dias ou assume cargo no Executivo. Em licenças mais curtas, o suplente também pode ser chamado, conforme a decisão da Mesa. O suplente empossado tem os mesmos direitos do titular: vota em plenário, integra comissões, apresenta projetos e recebe a mesma remuneração.
A entrada de Lourdinha Pereira não altera a composição partidária da Casa, porque titular e suplente são do mesmo partido. O PSB mantém o número de cadeiras que já tinha.
A prática é frequente no Congresso e costuma gerar críticas justamente porque o suplente não passa pelo teste das urnas. Ele chega ao mandato pela chapa, não pelo voto nominal, e pode exercer a função por meses sem que o eleitor tenha se manifestado sobre o nome. A regra está na Constituição e não depende de decisão da Mesa do Senado.
O calendário eleitoral em curso
A posse ocorre em pleno período de definição de candidaturas para as eleições de outubro. O prazo para o registro de candidaturas na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto de 2026, e as convenções partidárias vinham fechando chapas ao longo da primeira semana do mês.
O Maranhão renova duas cadeiras no Senado neste pleito, como todos os demais estados e o Distrito Federal, na eleição em que o eleitor vota duas vezes para a Casa. A licença não interfere na duração do mandato conquistado nas urnas, que continua contando normalmente.
Senadores suplentes que assumem em ano eleitoral costumam ganhar visibilidade útil para disputas municipais e estaduais seguintes, sobretudo quando vêm de bases no interior. No caso de Coroatá, a cadeira dá à ex-vereadora acesso direto à apresentação de emendas e à articulação com ministérios, instrumentos que pesam na política municipal maranhense.
O período em que ela assume também não é de baixa atividade legislativa. O Senado voltou do recesso em agosto com pauta cheia, e o segundo semestre de ano eleitoral costuma concentrar votações em esforço concentrado, quando os senadores se organizam para liberar a agenda de campanha. Nesse arranjo, a presença de cada voto no plenário pesa mais do que em semanas comuns.
A Agência Senado não registrou manifestação de Ana Paula Lobato sobre o afastamento. A senadora licenciada mantém o mandato e pode reassumir a cadeira quando encerrar a licença.