Eleições 2026

Como votar nas duas vagas do Senado sem anular o voto

São 54 cadeiras em disputa em 4 de outubro; repetir o mesmo número nas duas vagas anula o segundo voto automaticamente

O eleitor brasileiro vai votar duas vezes para o Senado em 4 de outubro. São 54 das 81 cadeiras em disputa, duas para cada estado e duas para o Distrito Federal, o que renova dois terços da Casa. A regra vale para todo o país e é a mesma que provoca a anulação de voto a cada oito anos, quando as duas vagas coincidem no mesmo pleito.

A urna eletrônica pede o voto para senador duas vezes seguidas. O eleitor digita o número do primeiro candidato, confere nome, partido e foto na tela, confirma, e depois repete o procedimento com o número de outro candidato. Só então a urna avança para o cargo seguinte.

O número do candidato ao Senado tem três dígitos. Não existe voto de legenda nessa disputa: quem digitar apenas o número do partido terá o voto considerado nulo para o cargo.

O que anula o voto

O erro mais comum é repetir o mesmo número nas duas oportunidades. Nesse caso, apenas o primeiro voto é considerado válido, e o segundo é anulado automaticamente pela urna. Não há aviso na tela que impeça a repetição.

Também anulam o voto o número inexistente e a digitação do número de partido em vez do número do candidato. Votar em branco em uma das duas vagas é possível, e o voto em branco não é computado para nenhum candidato.

O consultor legislativo do Senado Gilberto Guerzoni Filho aponta a periodicidade como origem da confusão.

"Às vezes o eleitor não está atento a isso. Como acontece só de oito em oito anos e ele não lembra mais desse fato, ou é a primeira vez que ele está indo votar, precisa ficar atento porque, na urna eletrônica, ele vai votar duas vezes para o Senado", disse Guerzoni em material publicado pela Agência Senado.

Por que há duas vagas nesta eleição

O mandato de senador dura oito anos, o dobro dos demais cargos eletivos, e a renovação é escalonada: em uma eleição o eleitor escolhe um senador, na seguinte escolhe dois. Foi assim em 2018, quando também havia duas vagas por unidade da federação, e voltará a ser em 2034.

Cada senador eleito toma posse com dois suplentes registrados na mesma chapa, o que significa que o voto no titular carrega também a definição de quem o substitui em caso de licença, renúncia ou morte. Os nomes dos suplentes constam do registro de candidatura, mas não aparecem na tela da urna.

O Senado tem competências que a Câmara dos Deputados não divide, entre elas aprovar indicações para o Supremo Tribunal Federal, para o Banco Central, para tribunais superiores e para embaixadas, além de julgar autoridades em processos de impeachment. É a Casa que examina os nomes indicados pelo presidente da República para cargos de mandato longo.

Além dos dois senadores, o eleitor vota em 4 de outubro para presidente da República, governador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. A ordem na urna começa pelos cargos proporcionais, deputado estadual e federal, e depois passa aos majoritários.

A orientação de quem organiza a eleição é simples e prática: anotar os números dos dois candidatos antes de entrar na cabine, em papel ou na tela do celular, já que a urna não aceita consulta durante a votação. Plataformas criadas por eleitores também têm explicado o funcionamento de cada cargo a quem vota pela primeira vez (leia aqui).

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