Midterms de 3 de novembro colocam toda a Câmara dos EUA em disputa
Eleição de meio de mandato renova as 435 cadeiras da Câmara, 35 do Senado e 39 governos estaduais e territoriais
Os Estados Unidos realizam em 3 de novembro as eleições de meio de mandato, que renovam as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 cadeiras do Senado e 39 governos estaduais e territoriais. O resultado define quem controla o Congresso na segunda metade do mandato do presidente Donald Trump.
Das 35 vagas em disputa no Senado, 33 são da Classe 2, cujo ciclo regular de seis anos se encerra agora. As outras duas são eleições especiais para preencher cadeiras republicanas deixadas por Marco Rubio, na Flórida, e por JD Vance, em Ohio, que assumiram funções no Executivo.
A conta das duas Casas
Os republicanos controlam o Congresso. No Senado, são 53 cadeiras contra 45 dos democratas e duas de independentes que votam com a bancada democrata. Para virar a Casa, os democratas precisam de um ganho líquido de quatro cadeiras.
Na Câmara, a margem é estreita: 218 republicanos contra 214 democratas, com três vagas abertas. Como toda a Casa é renovada a cada dois anos, uma variação pequena no voto nacional muda o comando.
Há ainda 39 disputas por governo, em 36 estados e três territórios. Governadores eleitos em 2026 estarão no cargo durante o ciclo presidencial de 2028, o que dá à eleição um peso além do Congresso.
O que a história diz
O partido do presidente costuma perder cadeiras na eleição de meio de mandato. O padrão se repetiu em ciclos recentes com governos dos dois partidos, e é atribuído à combinação de comparecimento menor entre eleitores do partido no poder e ao voto de correção do eleitor independente.
Para o governo, o que está em jogo é concreto: com a Câmara nas mãos da oposição, projetos do Executivo travam, o Orçamento vira instrumento de negociação e as comissões ganham poder de convocar autoridades e abrir investigações.
O calendário até novembro passa pelas primárias estaduais, que definem os nomes de cada partido em cada distrito. É nessa fase que se mede a força das alas internas, tanto entre republicanos alinhados ao presidente quanto entre democratas divididos sobre a estratégia para a disputa.
A política americana também é acompanhada de perto por lideranças religiosas brasileiras. Veja a disputa entre a Flórida e bispos católicos sobre isenção religiosa.