Eleições 2026

Vices e últimas vagas ao Senado ficam para a reta final das convenções

Chapas de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema chegam ao prazo de 5 de agosto sem vice definido; registro dos nomes vai até o dia 15

As definições sobre vices e sobre as últimas vagas ao Senado ficaram para as horas finais do prazo das convenções partidárias, que se encerra nesta quarta-feira, 5 de agosto. As chapas presidenciais de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de Romeu Zema (Novo-MG) chegaram à reta final sem candidato a vice definido, segundo a Gazeta do Povo.

O calendário eleitoral, no entanto, admite folga. Os partidos têm até 15 de agosto para registrar os nomes dos vices na Justiça Eleitoral, o que permite que a composição das chapas seja concluída depois da convenção.

No caso de Flávio Bolsonaro, a escolha de uma mulher para a vaga é tratada como estratégica e depende de articulação com outras siglas. A decisão está prevista para 6 de agosto. Entre os nomes cotados aparecem a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), a deputada federal Priscila Costa (PL-CE), o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o senador Marcos Pontes (PL-SP).

O que trava as definições

A indefinição não é apenas de nome, é de aliança. O Podemos, presidido por Renata Abreu (Podemos-SP), discute o apoio a Flávio Bolsonaro e a própria participação na chapa. O Republicanos realiza convenção nesta terça-feira (4), e a expectativa é de que Marcos Pereira (Republicanos-SP) confirme a neutralidade do partido na disputa presidencial.

Do lado de Romeu Zema, os nomes em avaliação para vice são o senador Eduardo Girão (Novo-CE) e Felipe D'Avila, que disputou a Presidência pelo mesmo partido em 2022.

Os prazos que organizam essa reta final:

  • Fim das convenções partidárias: 5 de agosto
  • Registro dos vices na Justiça Eleitoral: até 15 de agosto
  • Definição do vice de Flávio Bolsonaro, segundo aliados: 6 de agosto
  • Convenção do Republicanos: 4 de agosto

Como ficam os estados

No Paraná, o quadro do Senado mudou nos últimos dias. Alvaro Dias (MDB-PR) desistiu de disputar vaga ao Senado. Ratinho Junior (PSD-PR) deve confirmar a jornalista Cristina Graeml (PSD-PR) e Alexandre Curi (Republicanos-PR) para as duas vagas em disputa no estado.

Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) desistiu de disputar o governo estadual. Marcelo Aro (PP-MG) passou a se articular para concorrer ao Executivo mineiro.

Cada estado elege duas vagas ao Senado nesta eleição, o que amplia o espaço de negociação: uma sigla pode ceder uma das posições da chapa em troca de apoio ao candidato ao governo ou à Presidência. É esse encaixe que ainda não fechou em parte das unidades da federação.

A convenção é o ato em que o partido decide, em reunião de filiados, quem serão seus candidatos e com quem vai se coligar. Depois dela, a alteração de chapa fica restrita às hipóteses previstas na legislação eleitoral. É essa a razão prática da corrida das últimas horas: o que não for costurado até quarta-feira depende de janelas menores para ser resolvido.

Os partidos citados não anunciaram decisão formal sobre as composições até a publicação deste texto. Nomes cotados só se tornam candidatos após a convenção e o registro na Justiça Eleitoral.

Leia também: Podemos descarta Renata Abreu como vice de Flávio Bolsonaro.

2 visualizações