Eleições 2026

Podemos homologa Vanderlei Luxemburgo como candidato ao Senado no Tocantins

Convenção em Palmas confirmou o ex-treinador na disputa por uma das duas vagas do estado. Pesquisa Paraná Pesquisas de julho o coloca em quinto lugar

O Podemos homologou a candidatura do ex-treinador de futebol Vanderlei Luxemburgo ao Senado pelo Tocantins em convenção realizada em 3 de agosto, em Palmas. A decisão coloca um nome de projeção nacional em uma disputa estadual que, neste ano, tem duas vagas em jogo.

A chapa foi fechada com o empresário Jair Corrêa Júnior, de Palmas, como primeiro suplente, e o vereador Daniel Walison, de Augustinópolis, como segundo. O nome de Luxemburgo vinha sendo tratado como pré-candidatura desde o primeiro semestre e passou a ser oficial com a homologação partidária.

Como está a disputa no estado

Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado em 25 de julho mediu dois cenários para o Senado no Tocantins. Em ambos, o ex-treinador aparece em quinto lugar, com 15% e 15,7% das intenções de voto. A liderança é do senador Eduardo Gomes (PL), com 31,2%, seguido por Alexandre Guimarães (MDB), com 25,1%.

Como cada eleitor vota em dois nomes para o Senado nesta eleição, os porcentuais somados ultrapassam 100% e a leitura precisa considerar que as duas primeiras colocações são as que efetivamente ocupam as cadeiras se o quadro se mantiver.

A distância entre o segundo e o quinto colocado é de cerca de dez pontos porcentuais, um intervalo que a campanha de rádio e televisão, iniciada no calendário do segundo semestre, historicamente movimenta.

Duas cadeiras por estado estão em disputa neste ano porque 2026 é o pleito em que se renovam dois terços do Senado, conforme a alternância prevista na Constituição. Nos anos de renovação de um terço, cada estado elege apenas um senador, e o cálculo de viabilidade de um candidato fora das duas primeiras posições muda por completo.

Luxemburgo construiu a carreira no futebol, com passagens por clubes brasileiros e pela seleção nacional. Não tem mandato eletivo. A entrada na política partidária o coloca em um grupo de candidatos com capital de reconhecimento formado fora da atividade pública, situação que costuma render bom desempenho inicial em pesquisa espontânea e exige conversão em voto ao longo da campanha.

O Podemos entra na disputa com um nome conhecido no eixo nacional e dois suplentes ligados a bases municipais distintas: Palmas, a capital, e Augustinópolis, no norte do estado. Em um colégio eleitoral do tamanho do tocantinense, a estrutura partidária no interior costuma pesar tanto quanto o reconhecimento de nome.

A homologação ocorreu dentro da janela de convenções partidárias prevista na Lei 9.504/1997, que vai de 20 de julho a 5 de agosto do ano eleitoral. É nesse período que os partidos definem candidatos, coligações para os cargos majoritários e as chapas de suplência levadas a registro.

O que ainda falta

A convenção é o primeiro passo, não o último. O pedido de registro das candidaturas precisa ser apresentado à Justiça Eleitoral até 15 de agosto, prazo fixado pela mesma lei. Só depois disso o nome é analisado quanto a condições de elegibilidade, filiação partidária, domicílio eleitoral e eventuais causas de inelegibilidade.

Nessa etapa, adversários, o Ministério Público Eleitoral e partidos podem impugnar a candidatura. Enquanto o registro não é julgado, o candidato pode fazer campanha e ter votos computados, com a validade condicionada à decisão final.

O primeiro turno das eleições gerais está marcado para 4 de outubro. Além das duas vagas de senador por estado, os eleitores escolhem presidente da República, governador, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.

Leia também: as restrições que passaram a valer para rádio e TV a partir de 6 de agosto.

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