Ministério da Justiça mobiliza PF, PRF, Abin e Defesa em operação no 2º turno
Ações vão até domingo (25); efetivo do segundo turno será divulgado no fim de semana
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou no sábado (24) uma operação de segurança para o segundo turno das eleições, que vai até este domingo (25). As ações são feitas em conjunto com órgãos federais e estaduais, informou a pasta, de acordo com a Agência Brasil.
Participam da operação o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Ministério da Defesa. O ministério afirma monitorar crimes eleitorais, aglomerações, desinformação, crimes cibernéticos, violência política, problemas de logística e ocorrências nos locais de votação e de apuração.
Qual foi o efetivo do primeiro turno?
O número de profissionais do segundo turno ainda não saiu. A pasta disse que vai divulgá-lo ao longo do fim de semana, depois de consolidar os dados enviados pelos estados. Como ponto de comparação, o primeiro turno, em 4 de outubro, teve 321.352 profissionais mobilizados:
- 305.355 das forças de segurança estaduais;
- 6.565 da Polícia Federal;
- 2.726 da Polícia Rodoviária Federal;
- 142 da Força Nacional.
Naquela etapa foram usadas ainda 34.625 viaturas, 239 embarcações e 121 aeronaves. Para a votação deste domingo, o MJSP prevê apoio logístico à Justiça Eleitoral quando houver pedido, incluindo transporte de urnas e materiais e segurança de instalações, além de um plano de contingência para problemas causados pelo clima.
O que a polícia pode fazer nas estradas?
As diretrizes do ministério dizem que o policiamento não pode criar obstáculo ao deslocamento do eleitor. Abordagens para verificar infração administrativa de trânsito ficam restritas a risco concreto e iminente à vida ou à integridade física. Bloqueios em rodovias federais precisam de aviso prévio ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado, com justificativa e rota alternativa, salvo flagrante delito ou infração ligada à segurança viária.
A PRF divulgou o balanço do primeiro turno e informou que manterá o mesmo planejamento no segundo. Segundo o balanço, publicado pelo Correio da Manhã, mais de 8 mil agentes atuaram desde 1º de outubro, 3.195 deles de forma ostensiva nas estradas no dia da votação. A corporação registrou seis ocorrências ligadas a crimes eleitorais.
Entre os casos, agentes encontraram em Rio Largo (AL), na véspera da votação, R$ 74.374 em dinheiro e R$ 866.323 em cheques numa caminhonete. Na BR-174, duas ocorrências envolveram ônibus que levavam eleitores sem registro de viagem e sem autorização da Justiça Eleitoral. O diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, disse que a prioridade foi garantir a fluidez do trânsito para o eleitor chegar à seção.
No primeiro turno, uma portaria da PRF também restringiu a circulação de veículos de grande comprimento e de cargas superdimensionadas durante o dia da eleição. O balanço atribui a essa regra a fluidez do tráfego, com retenções pontuais.
O Ministério da Defesa também aparece no esquema: o Resenhando mostrou que as Forças Armadas atuam em 306 municípios neste domingo, e a Justiça Eleitoral já sorteou as urnas da auditoria do segundo turno.
O eleitor que presenciar irregularidade no dia da votação pode denunciar pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, anexando local, descrição e fotos ou vídeos. As seções ficam abertas das 8h às 17h, no horário de Brasília.