Eleições 2026

Eleição de 2026 tem a maior média de idade da democracia

Candidatos terão em média 49,2 anos no dia do primeiro turno; PSTU, Mobiliza e DC lideram e o PT tem a quarta maior média

A eleição de 2026 tem a maior média de idade entre candidatos desde a redemocratização: 49,2 anos na data do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira, 24, pelo Poder360, com base nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados na tarde de sexta-feira, 21.

O número supera o da eleição de 2022, quando a média ficou em 48,4 anos, e é quase quatro anos maior que o de 1998, quando os candidatos tinham em média 45,5 anos. A curva de envelhecimento é contínua desde 2014 e alcança todos os cargos em disputa neste ano.

A média varia conforme o posto. Entre os candidatos a presidente da República, chega a 57,4 anos. No Senado, é de 55,4 anos. Para a Câmara dos Deputados, fica em 48,7 anos, e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 47,9 anos.

Os partidos com os candidatos mais velhos são legendas de pequeno porte. O PSTU lidera, com média de 53,12 anos, seguido pelo Mobiliza, com 52,29 anos, e pelo DC, com 52,24 anos. O PT aparece na quarta posição entre as maiores médias de idade. O PL, de Jair Bolsonaro, ocupa a 22ª colocação na mesma lista.

Entre os presidenciáveis, o candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá 80 anos na data da votação.

O que o dado mede e o que não mede

O cálculo considera a idade que cada candidato terá no dia da votação, e não a idade no momento do registro. A base é o DivulgaCandContas, sistema em que o TSE publica os pedidos de registro de candidatura, com data de nascimento, filiação partidária, patrimônio declarado e escolaridade. Os dados são abertos e podem ser reprocessados por qualquer interessado.

A média por partido reúne todos os cargos em disputa, de presidente a deputado estadual. Em legendas que registraram poucos candidatos, a média oscila mais com casos individuais do que nas siglas com chapas grandes.

O número não indica quantos dos candidatos serão eleitos, nem mede a idade da bancada que tomará posse em fevereiro de 2027. Essa comparação só é possível depois da apuração, quando se conhece o perfil dos eleitos, que costuma ser mais velho que o do conjunto dos concorrentes.

Resumo dos números do levantamento:

  • Média geral em 2026: 49,2 anos na data do primeiro turno
  • 2022: 48,4 anos · 1998: 45,5 anos
  • Presidência: 57,4 anos · Senado: 55,4 anos
  • Câmara dos Deputados: 48,7 anos
  • Maiores médias por partido: PSTU (53,12), Mobiliza (52,29) e DC (52,24)
  • Fonte: TSE, dados de 21 de agosto de 2026

A idade mínima para concorrer é fixada pela Constituição: 35 anos para presidente, vice-presidente e senador; 30 anos para governador e vice-governador; 21 anos para deputado federal, deputado estadual, deputado distrital, prefeito e vice-prefeito; e 18 anos para vereador. Não há idade máxima.

O envelhecimento dos candidatos ocorre em paralelo ao da própria população. A tendência aparece também no Judiciário: a OAB de São Paulo apresentou em agosto uma proposta para fixar idade mínima de 50 anos e mandato de 12 anos para ministros do Supremo Tribunal Federal, tema que o Resenhando detalhou no dia 17.

O prazo para julgamento dos pedidos de registro pela Justiça Eleitoral segue em curso, e o quadro final de candidatos pode mudar com indeferimentos e substituições até a votação. O prazo de protocolo dos registros se encerrou em 15 de agosto, e desde então o Ministério Público Eleitoral e os partidos vêm apresentando impugnações caso a caso.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa nesta sexta-feira, 28. É a partir dela que a maior parte do eleitorado passa a ter contato com o nome e a imagem dos candidatos que hoje aparecem apenas como registro no sistema do TSE.

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