Zema lidera arrecadação e Lula declara R$ 165,5 mil na 1ª semana
Levantamento no DivulgaCandContas em 22 de agosto mostra Flávio Bolsonaro e Caiado ainda sem receita registrada
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lidera a arrecadação declarada entre os candidatos à Presidência na primeira semana da campanha de 2026, com R$ 2,7 milhões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou R$ 165,5 mil no mesmo período, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) não havia registrado nenhuma receita até o levantamento, feito em 22 de agosto no DivulgaCandContas, sistema de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral.
Os números foram compilados pelo UOL a partir da base do TSE e reproduzidos pelo Diário do Centro do Mundo. O sistema é alimentado pelas próprias campanhas, que têm prazo legal para lançar cada doação, o que significa que o retrato muda conforme os registros são inseridos.
De onde vem o dinheiro de cada um
A composição das receitas diferencia mais as candidaturas do que o valor total. No caso de Zema, R$ 2,5 milhões vieram do diretório nacional do Novo e R$ 200 mil de doações de pessoas físicas. É dinheiro de partido, transferido para a campanha.
Os R$ 165,5 mil de Lula se dividem em R$ 150 mil do fundo partidário e R$ 15,5 mil doados por três pessoas físicas. Ou seja, mais de 90% da receita declarada pelo presidente na primeira semana é recurso público repassado pelo PT.
O caso mais distinto é o de Renan Santos (Missão), que declarou R$ 1,22 milhão, dos quais R$ 1.220.288 vieram de vaquinha virtual. É a única candidatura entre as de maior arrecadação em que o dinheiro veio majoritariamente de doação individual pela internet.
- Romeu Zema (Novo): R$ 2,7 milhões
- Renan Santos (Missão): R$ 1,22 milhão
- Wilson Grassi (Democrata): R$ 290 mil, de recursos próprios
- Lula (PT): R$ 165,5 mil
- Augusto Cury (Avante): R$ 75 mil, de recursos próprios
- Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado: sem receita declarada
O que o número ainda não mostra
A arrecadação declarada nesta fase não antecipa o tamanho de cada campanha. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o fundo eleitoral, é distribuído pelos diretórios nacionais aos candidatos ao longo da disputa, e os partidos costumam concentrar os repasses maiores nas semanas seguintes ao início da propaganda em rádio e televisão.
A vaquinha virtual, liberada desde 15 de agosto, só aceita doação de pessoa física e precisa ser operada por plataforma previamente cadastrada na Justiça Eleitoral. Cada doador pode contribuir com até 10% dos rendimentos brutos declarados no ano anterior.
A campanha de Flávio Bolsonaro lançou vaquinha virtual e arrecadou R$ 24 mil no lançamento, segundo a Gazeta do Povo. O valor não aparecia no recorte do DivulgaCandContas usado no levantamento de 22 de agosto, porque o registro no sistema tem prazo próprio.
A próxima prestação de contas parcial é obrigatória e permite comparar o que cada candidatura declarou até então. As contas finais são entregues depois da eleição e passam por julgamento na Justiça Eleitoral.
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