Eleições 2026

32 senadores tentam a reeleição na disputa de 4 de outubro

Levantamento da Agência Senado aponta 314 candidatos para até 54 cadeiras, média de 5,8 por vaga; PL lidera em número de nomes registrados

Trinta e dois senadores vão tentar a reeleição na disputa de 4 de outubro, segundo levantamento da Agência Senado divulgado nesta segunda-feira, 17, com base nos registros de candidatura apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha começou no domingo, 16.

Nesta eleição, até 54 das 81 cadeiras do Senado podem ser renovadas, dois terços da Casa. Cada um dos 26 estados e o Distrito Federal elege dois senadores, o que fecha as 54 vagas em disputa. Ao todo, 314 candidatos concorrem, média de 5,8 por cadeira.

A renovação por terços é a regra prevista na Constituição para o Senado: a cada quatro anos, o eleitor escolhe um terço ou dois terços da Casa, em alternância. Foi essa alternância que colocou duas vagas por unidade da Federação na cédula deste ano.

Entre os que buscam novo mandato estão Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Jaques Wagner (PT-BA), Ciro Nogueira (PP-PI), Humberto Costa (PT-PE), Esperidião Amin (PP-SC), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Leila Barros (PDT-DF) e Soraya Thronicke (PSB-MS).

Quem tenta continuar no Senado

A lista completa reúne Alessandro Vieira (MDB-SE), Angelo Coronel (Republicanos-BA), Carlos Fávaro (PSD-MT), Carlos Portinho (PL-RJ), Carlos Viana (PSD-MG), Chico Rodrigues (PSB-RR), Cid Gomes (PSB-CE), Ciro Nogueira (PP-PI), Eduardo Braga (MDB-AM), Eduardo Gomes (PL-TO), Eliziane Gama (PSD-MA), Esperidião Amin (PP-SC), Fabiano Contarato (PT-ES), Humberto Costa (PT-PE) e Jaques Wagner (PT-BA).

Também aparecem Leila Barros (PDT-DF), Lucas Barreto (PSD-AP), Marcelo Castro (MDB-PI), Marcio Bittar (PL-AC), Marcos do Val (Avante-ES), Plínio Valério (PSDB-AM), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Rogerio Carvalho (PT-SE), Sérgio Petecão (PSD-AC), Soraya Thronicke (PSB-MS), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Weverton (PDT-MA), Zenaide Maia (PSD-RN) e Zequinha Marinho (Podemos-PA).

O peso do mandato em curso

O senador que tenta a reeleição chega à disputa com mandato em exercício, estrutura de gabinete e emendas parlamentares executadas no estado ao longo de oito anos. A eleição para o Senado é majoritária: vencem os dois mais votados de cada unidade da Federação, sem participação de quociente partidário.

Os 32 concorrem com governadores, deputados federais, ex-ministros e ex-prefeitos que se descompatibilizaram para disputar. Em estados com colégio eleitoral menor, a diferença entre o segundo e o terceiro colocado costuma ficar em margem estreita.

O mandato de senador dura oito anos. Quem for eleito em outubro toma posse em fevereiro de 2027 e fica na Casa até 2035, o que faz desta eleição a que define a composição do Senado para as duas legislaturas seguintes.

Um segundo levantamento publicado no mesmo dia detalha o perfil dos 314 candidatos. O PL lidera em número de nomes registrados, com 33, seguido por Unidade Popular (23), PSOL (21), MDB e PT (19 cada), Democracia Cristã (18), PSTU (17), PSD (15), Novo e PCO (14 cada).

A concorrência varia muito por unidade da Federação. O Piauí tem 20 candidatos, dez por vaga, a maior disputa do país. Alagoas tem 7, ou 3,5 por vaga, a menor. Minas Gerais registrou 17 nomes, o Rio de Janeiro 16 e São Paulo 15.

No perfil, 245 candidatos são homens (78%) e 69 são mulheres (22%). A idade mediana é de 56 anos, e 205 concorrentes têm 50 anos ou mais. Do total, 248 concluíram o ensino superior (79%). As ocupações declaradas mais frequentes são advogado (36), deputado (29), empresário (27), senador (20), médico (16) e engenheiro (15).

Os dados vêm dos registros apresentados ao TSE e podem mudar até o julgamento dos pedidos pela Justiça Eleitoral, que pode indeferir candidaturas.

A votação para o Senado ocorre no mesmo dia da eleição para presidente, governador, deputado federal e deputado distrital ou estadual. Nesta eleição, o eleitor vota em dois senadores, e não em um, porque a renovação em disputa é de dois terços da Casa.

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