Itau lidera pelo 2o ano o ranking das marcas mais valiosas do Brasil
Kantar BrandZ 2026 avalia a marca do banco em US$ 13,24 bilhoes; Nubank cresce 162% e chega a US$ 12 bilhoes na segunda posicao
O Itaú manteve pelo segundo ano consecutivo a liderança do ranking Kantar BrandZ das marcas brasileiras mais valiosas, divulgado nesta terça-feira, 25 de agosto. A marca do banco foi avaliada em US$ 13,24 bilhões, alta de 79% em relação a 2024, quando o levantamento anterior apontou US$ 7,3 bilhões.
O Nubank aparece em segundo lugar, com US$ 12 bilhões, depois de avançar três posições e registrar o maior crescimento percentual da lista, de 162%. A Claro fecha o pódio, com US$ 7,4 bilhões. Brahma, Vivo e Bradesco completam as seis primeiras colocações, e Skol, Petrobras, Localiza e Antarctica encerram o top 10.
Somadas, as 50 marcas brasileiras mais valiosas alcançaram US$ 101,1 bilhões, crescimento de 22% sobre a edição de 2024. Entre as maiores altas percentuais, além de Nubank e Itaú, aparecem Porto Seguro, com 108%, Vivo, com 71%, Ipiranga, com 48%, e Caixa, com 45%.
Como o ranking é calculado
A metodologia do Kantar BrandZ combina percepção declarada pelos consumidores com dados financeiros das companhias, partindo da premissa de que marca forte gera valor econômico mensurável. A edição deste ano considerou mais de 4,5 milhões de entrevistas realizadas em 54 mercados.
Analistas da consultoria atribuíram o desempenho do Itaú à "renovação, mantendo princípios e disciplina de negócios sólidos". Sobre o Nubank, o relatório aponta o salto de posição ao evoluir "de uma oferta de cartão de crédito para um amplo ecossistema que abrange serviços bancários".
Concentração em serviços financeiros e bebidas
A composição do top 10 mostra onde está o valor de marca no país. Três das dez primeiras colocadas são de serviços financeiros, outras três são de bebidas alcoólicas e duas são de telecomunicações. Nenhuma marca de varejo alimentar ou de indústria de transformação figura entre as dez maiores.
A presença de dois bancos e uma fintech no topo reflete um mercado em que a disputa por cliente se deslocou para o aplicativo. O Nubank chegou a doze bilhões de dólares de valor de marca partindo de um produto único, o cartão de crédito, enquanto o Itaú sustentou a liderança pela base instalada e pela ampliação da oferta digital.
Valor de marca não se confunde com valor de mercado. O primeiro estima quanto da receita de uma empresa é atribuível à marca em si, ou seja, ao quanto o consumidor escolhe aquele nome em detrimento de um concorrente equivalente. O segundo é o preço das ações multiplicado pelo número de papéis. Uma companhia pode valer muito em bolsa e ter marca fraca, e o contrário também ocorre em negócios de nicho.
A distância entre a primeira e a segunda colocada encolheu. Em 2024, o Itaú aparecia com US$ 7,3 bilhões. O salto para US$ 13,24 bilhões representa alta de 79%, mas o avanço de 162% do Nubank no mesmo intervalo reduziu a diferença entre as duas para pouco mais de um bilhão de dólares. Se o ritmo se mantiver, a liderança será disputada na próxima edição.
- 1º Itaú, US$ 13,24 bilhões, alta de 79%
- 2º Nubank, US$ 12 bilhões, alta de 162%
- 3º Claro, US$ 7,4 bilhões
- 4º a 6º Brahma, Vivo e Bradesco
- 7º a 10º Skol, Petrobras, Localiza e Antarctica
O avanço nominal em dólar precisa ser lido junto do câmbio e do custo do dinheiro no período. O ciclo de juros altos sustentou a margem financeira dos bancos, e o mercado projeta um afrouxamento monetário mais lento que o esperado, cenário que tende a preservar a rentabilidade do setor no curto prazo.
A Kantar não divulgou o valor consolidado das 100 maiores marcas nem a lista completa por setor até esta publicação. Os dados abertos pela consultoria cobrem as 50 primeiras colocadas e os percentuais de variação das que mais cresceram.