Fachin, Moraes, Kassio e Mendonça votam e pedem respeito ao resultado do 2º turno
Ministros do STF falam em calma na apuração e na soberania das urnas; TSE trocou 900 urnas até o meio-dia
Quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram neste domingo, 25, no segundo turno das eleições de 2026 e fizeram, cada um a seu modo, o mesmo pedido: calma durante a apuração e respeito ao resultado das urnas. A votação vai até as 17h, no horário de Brasília, e 158,7 milhões de eleitores estão aptos a escolher o presidente da República.
O presidente da Corte, Edson Fachin, votou por volta das 11h, na Asa Sul, em Brasília. À imprensa, disse que "toda a autoridade e todo o poder emanam do povo" e que, por isso, "é fundamental que sejam respeitadas as escolhas que derivarem da manifestação da soberania popular". Segundo a Agência Brasil, ele afirmou ainda que o país precisa "de paz e tranquilidade" para enfrentar, a partir de segunda-feira, os desafios que dependem do Estado.
Fachin repetiu uma fala da semana, quando disse que a democracia depende da "lealdade às regras do jogo, inclusive por parte de quem perde". O ministro preside o Supremo num momento em que a própria Corte entrou na pauta da campanha. Antes do primeiro turno, houve embates e acusações públicas entre ministros, como registrou a agência estatal.
Em São Paulo, Alexandre de Moraes foi o primeiro eleitor da seção, por volta das 8h, no Colégio Madre Alix, no Jardim Paulistano. Acompanhado da mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, elogiou a Justiça Eleitoral: "É mais uma eleição com calma, tranquilidade e transparência, mostrando novamente que o sistema eleitoral do Brasil é o melhor sistema eleitoral do mundo". Lembrou que as seções fecham às 17h e que o resultado deve sair "rapidamente", de acordo com o Jornal de Brasília, que reproduziu texto da Folhapress.
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou às 8h no Colégio Perpétuo Socorro, no Lago Sul. Chegou às 7h35 para acompanhar a emissão da zerésima, o documento que comprova que a urna ainda não recebeu nenhum voto. "A expectativa é de que tudo transcorra em paz e na normalidade", disse. Ele pediu voto em trânsito e, por isso, não votou na disputa pelo governo do Distrito Federal.
Kassio foi questionado sobre a decisão que exige autorização da Justiça Eleitoral para o transporte de indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais até as seções. A Procuradoria-Geral da República (PGR) contestou a medida no STF. O ministro não comentou o assunto na saída. Pelo que informou a Agência Brasil, ele manteve a exigência de autorização, mas simplificou o processo: os juízes eleitorais podem aprovar de uma vez os conjuntos de deslocamentos organizados pela União, sem analisar cada viagem.
André Mendonça votou na Escola Classe 8 da Octogonal, em Brasília, e foi aplaudido por eleitores a caminho da seção. Para o ministro, a eleição marca "um novo ciclo dentro do país" e "o grande vencedor" deve ser "o eleitor". Disse ainda que o povo decide "com liberdade, com segurança" quem o representa na esfera federal, em cinco estados e no Distrito Federal, segundo o Metrópoles.
A Justiça Eleitoral informou que 900 urnas foram trocadas entre 8h e meio-dia, 0,18% das 499.248 usadas no país. No primeiro turno, em 4 de outubro, foram 1.904. Além da disputa presidencial, há eleição para governador no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal. Veja também como o Supremo chegou a este domingo em ministros do STF viram exagero em decisão sobre carta de Bolsonaro e o cerco a Bolsonaro sob a presidência interina de Moraes. O TSE divulga a totalização dos votos no portal de resultados, a partir do fechamento das urnas.