Política

Michelle Bolsonaro recebe alta e confirma candidatura ao Senado por carta

Ex-primeira-dama deixou o Hospital DF Star no domingo, após bloqueio anestésico para crise de cefaleia, e não compareceu à convenção do PL no Distrito Federal

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, no domingo, 2 de agosto, um dia depois de ser internada com crise de cefaleia. No mesmo dia, a convenção do PL no Distrito Federal confirmou o nome dela para uma das duas vagas em disputa no Senado em outubro. Ela não compareceu ao evento.

Michelle deu entrada no hospital na noite de sábado, 1º. Segundo boletim assinado pela direção da unidade, a equipe médica aplicou bloqueio anestésico em nervos cranianos e pericranianos depois que os medicamentos orais deixaram de responder ao quadro de dor. O texto informou resposta satisfatória ao tratamento e liberou o retorno para casa com orientações de acompanhamento. As informações foram publicadas pelo Correio Braziliense e pelo jornal O Tempo.

A internação ocorreu na véspera da convenção, marcada havia semanas para definir a chapa do partido no Distrito Federal. Cerca de uma hora antes do início do evento, ela seguia internada, de acordo com O Tempo.

Sem a presença da pré-candidata, o texto em que ela aceita a indicação foi lido no palco pelo irmão, Diego Torres. A informação foi divulgada pelo Diário do Grande ABC e pelo Diário de Pernambuco. O boletim médico não informou prazo de afastamento de agendas.

Como ficou a chapa do PL no Distrito Federal

Além do nome de Michelle, a convenção formalizou a candidatura da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) à segunda vaga de senadora pelo Distrito Federal. O partido também declarou apoio à reeleição da governadora Celina Leão ao Palácio do Buriti.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou no evento, em Brasília. O calendário eleitoral prevê novas convenções partidárias ao longo desta semana, incluindo a definição de chapas majoritárias em outros estados.

O Distrito Federal renova duas cadeiras no Senado nesta eleição, o que amplia o espaço para acomodar dois nomes do mesmo partido na mesma chapa. É o cenário que o PL desenhou ao inscrever Michelle e Kicis juntas.

Michelle preside o PL Mulher e nunca disputou um cargo eletivo. Ela é casada com o ex-presidente Jair Bolsonaro, declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023.

O prazo legal para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto. A propaganda eleitoral está liberada a partir de 16 de agosto, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

O Resenhando detalhou a articulação que levou à chapa dupla em PL do DF confirma Bia Kicis ao Senado e reserva a segunda vaga a Michelle Bolsonaro.

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