Eleições 2026

Campanha de Michelle diz que decisão de Moraes limita atos no DF

Ministro autorizou visitas de familiares à casa de Bolsonaro em dois dias por semana, por duas horas

A campanha de Michelle Bolsonaro (PL) ao Senado pelo Distrito Federal afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a permanência de familiares na casa de Jair Bolsonaro restringe as atividades eleitorais da candidata. A nota foi divulgada na sexta-feira, 11.

Em 10 de setembro, Moraes autorizou visitas dos familiares citados em petição da defesa do ex-presidente, mas limitou a permissão a dois dias por semana, às quartas-feiras e aos sábados, por duas horas e em horários determinados.

O pedido havia sido protocolado em 31 de agosto pela defesa de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A petição solicitava autorização para que o pai, a madrasta e as irmãs de Michelle pudessem permanecer na residência da família enquanto ela precisasse se ausentar, por qualquer motivo.

O que diz a campanha

Para a assessoria da candidata, a decisão não corresponde ao que foi pedido, porque limita a dias e horários fixos uma autorização que a defesa queria vinculada às ausências dela. A equipe afirmou que a medida era necessária diante da realização de atos de campanha eleitoral e que a decisão mantém restrições à atuação de Michelle na disputa.

A assessoria citou um episódio de agosto, quando a candidata precisou se internar e aguardou autorização judicial para que uma irmã pudesse permanecer na residência cuidando do ex-presidente.

A informação foi divulgada pelo Correio Braziliense e também publicada pela Revista Oeste. O Supremo Tribunal Federal não se manifestou sobre a nota da campanha, e a defesa de Bolsonaro não apresentou novo pedido divulgado até esta segunda-feira, 14.

Como a restrição se encaixa na campanha do DF

Michelle disputa uma das duas vagas do Distrito Federal no Senado. A candidatura foi confirmada pelo PL em convenção, e ela tem concentrado a agenda eleitoral na capital federal.

A prisão domiciliar de Bolsonaro inclui restrição de visitas, que dependem de autorização prévia do relator no Supremo. Cada pedido é analisado individualmente, e é essa regra que a defesa tenta flexibilizar desde agosto.

A decisão de 10 de setembro trata apenas da permanência dos familiares de Michelle na residência e não altera as demais condições da prisão domiciliar nem o calendário eleitoral da candidata, que segue apta a fazer campanha.

O tema das autorizações de visita já havia sido enfrentado pelo ministro em outras ocasiões. Em decisão anterior, Moraes autorizou a irmã de Michelle a ficar na casa de Bolsonaro durante exames médicos.

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