Política

Congresso entra em recesso sem votar PEC da Segurança nem o fim da escala 6x1

Duas prioridades do Planalto não receberam nem despacho no Senado antes da pausa

O Congresso Nacional entrou em recesso na sexta-feira, 17 de julho, sem votar duas propostas que o governo classificava como prioritárias: a PEC da Segurança Pública e a emenda que acaba com a escala de trabalho 6x1. Nenhuma das duas recebeu despacho no Senado antes da pausa.

Na Câmara, o presidente Hugo Motta tentou acelerar a análise de vários temas nas últimas semanas de julho e não conseguiu aprovar a maior parte deles.

O que o placar do recesso revela

O saldo é um retrato do tamanho real da base do governo em ano eleitoral. Propostas que dependem de maioria qualificada, como as duas emendas constitucionais paradas, exigem 308 votos na Câmara e 49 no Senado, patamar que o Planalto não demonstrou ter.

A escala 6x1, seis dias de trabalho por um de descanso, virou bandeira de setores da esquerda e enfrenta resistência do comércio e do setor de serviços, que estimam aumento de custo com a mudança.

Por que a PEC da Segurança travou

  • Governadores cobram mais recursos e menos centralização das decisões na União
  • Parte do Congresso vê na proposta uma ampliação de poder do governo federal sobre as polícias estaduais
  • O texto disputa espaço com a discussão sobre classificar facções como organizações terroristas

O que vem em agosto

Com a retomada dos trabalhos, o calendário fica mais estreito: agosto marca o fim do prazo das convenções partidárias, e parlamentares em campanha reduzem a presença em Brasília. Pautas que exigem articulação longa tendem a ficar para depois de outubro.

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